quinta-feira, 5 de março de 2015

Dar voz, aos que a não têm!



                                                     (imagem da net- Malala)

Durante muito tempo, achei que a minha vida não fazia sentido. Sofrimento na infância, sentimento de rejeição, insegurança e falta de sucesso escolar. 

Sentia-me diferente dos meus pares. Não passeava aos fins-de-semana com os meus pais, não me referia a eles em situação alguma, nem nunca enchia a boca para dizer as palavras: "o meu pai" ou "a minha mãe". 

Todos sabemos, que nenhuma criança nasce das árvores... ou vem ao mundo de uma forma incrivelmente desconhecida. A criança vem ao mundo, porque tem um Pai e uma Mãe!

Alienação Parental - é a forma continuada, como um dos progenitores incute ódio e denigre a imagem do outro progenitor, perante o ou os filhos (explicação muito sucinta). 

Na verdade, nunca nenhuma criança irá escolher o pai ou a mãe, ela apenas quer os dois! Quando digo apenas, é mesmo em tom provocatório, a criança não só quer o Pai e a Mãe, como necessita mesmo dos dois. 

Vivemos numa sociedade descartável, tudo é provisório... até aquilo que deveria ser os alicerces da nossa sociedade, as famílias! 

Porque é que para nascer um bebé, é necessário um homem e uma mulher?

Porque é que quando extasiados, perante a deslumbrante natureza, afirmamos que "A natureza está mesmo, bem feita!" Arrisco mesmo a afirmar, que todos nós já fizemos esta observação, pelo menos uma vez. 

Se assim é, se realmente reconhecemos que a natureza está mesmo bem pensada, bem feita... porque é que continuamos a brincar com a vida das crianças?

Deus, que é Deus, o Todo Poderoso; enviou ao Mundo o Seu Filho muito amado - Jesus - a vida publica de Jesus, começou aos 30 anos, até então levou uma vida pacata e familiar... Deus, podia ou não podia enviar-nos Jesus, já adulto? Podia. Mas não era esse o seu plano salvífico, Ele queria dar-nos exemplos de vida Santificante, então enviou-nos o Seu Filho Muito Amado, sob a forma humana... quis precisar do sim de Maria, e, cumulou-a com grandes Graças... mas não a deixou só com o Menino nos Braços, Escolheu S. José para Pai adoptivo, um pai que cuida do sustento, que vela pela segurança, e que ama assim como a Mãe! 

Assistimos a tantos divórcios, uns de perto, outros ,mais longe... mas quem perde sempre, são as crianças! A criança, nunca vai querer saber, se a pensão de alimentos é paga ou não, nunca vai se importar com o que vai comer, vestir ou calçar... porque à criança, só importa saber que o seu pai e mãe, a amam de verdade. Só importa à criança, saber quem lhe vai contar a história ao deitar, quem a vai pegar ao colo quando está doente, quem lhe vai dar beijinhos e abraços...

Porque continuamos então, a brincar com a vida das crianças?

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O teu próximo, nem sempre o reconhecerás!





Jamais saberão o meu nome, ou simplesmente de onde eu era, ou até mesmo que dores trazia... 

As lágrimas que eu saberia que iam jorrar, não caíram. Esperava estar a sós com JESUS, para me deixar cair num pranto, queria libertar-me de tamanho peso...

Não se fez silêncio antes da Alegria, e, a Alegria é JESUS na Eucaristia! No momento certo, abriram-me os seus braços e acolheram-me! 

E naquele dia, precisamente naquele dia... eu fui o "próximo" de cada um deles!

Não chorei, e, sai dali cheia de alegria, e mais leve (acho)... 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Há perto de 20 anos, o Padre perguntou-me:






..."não sente falta da sua mãe?"

- Entre soluços e lágrimas, respondi-lhe com sinceridade: Sinto falta de uma mãe, não da minha!


E doeu-me tanto dizer a verdade...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O Tempo não pára...







... nem espera que apanhemos os cacos... corre bem rápido, sem olhar para trás! Às vezes... eu gostava de ser como o tempo...

sexta-feira, 14 de março de 2014

Tive que mexer no passado!


(imagem da net)


Era uma criança, sim, aos 10/11 anos é-se uma criança. A vida já me havia tirado muito, a vida não... as pessoas, o seu egoísmo. 

Disse apenas, ou melhor... mandou dizer que eu, não era sua filha. Assim, sem mais nada... o mundo fugiu-me dos pés, e o coração... parecia ter sido arrancado a sangue frio, sem direito a anestesia. 

Apressei-me a isolar-me... e esperei que alguém me explicasse o que se passava, afinal, era um assunto delicado, haveriam de mostrar amor e respeito por mim, haveria de alguém sentar-se junto de mim e tentar explicar-me toda aquela atrocidade. Esperei... esperei... e ainda hoje poderia esperar, se assim eu tivesse decidido ficar inerte. 

Não sei se foi rasgo de coragem, de fé, de força... ou de algo sobrenatural que em mim se operou, fui a correr buscar o mundo e coloquei-o de novo debaixo dos meus pés, apanhei o coração e voltei a guardá-lo dentro do meu peito, baixei a cabeça e em silêncio disse para mim mesma, se não sou sua filha, então tomo a decisão de me tornar sua filha, foi assim que com apenas 10/11 anos adoptei o meu pai, sem burocracia nem aval de ninguém. 

Volvidos uns 12 meses, morreu longe de mim, como há muito já estava... partiu sem revogar a sua palavra e eu, também não tive a oportunidade de lhe dizer que o tinha adoptado como pai.

Hoje quando rezo, temo que a sua alma ainda não esteja em descanso, e isso faz-me chorar. Há palavras que matam mais que uma bala... minam a vida do outro, e eu... uma criança, desejei muitas vezes a morte, o suicídio...

Um filho, é um dom de Deus confiado aos pais. Assim sendo, é preciso muito cuidado... com os dons que Deus, nos confia! 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Porque dói?




Tinha a ideia de ter perdoado, um por um... cada momento , e a cada um deles! Mas de facto, quando as circunstâncias me obrigavam a visitar o que está para trás, as lágrimas caíam...

Acabei por duvidar, se verdadeiramente, havia perdoado...

Na minha confissão geral, dei por mim em choro compulsivo... queria parar, mas não havia meio... no fim, dizia-me o Sacerdote, que mais parecia um pai: " por vezes, contamos várias vezes as mesmas coisas, aos nossos amigos, para nos sentirmos aliviados, porque não contar então, várias vezes as nossas dores, para Deus? Na confissão, fala com Deus... então conte-LHE a mesma história, as vezes que achar necessário"

O Padre, rezava por nós, para que pudéssemos alcançar a cura interior... e a velha questão inundava-me o coração, será que já perdoei?  E a resposta, veio pelo próprio, da seguinte forma: " se você, já perdoou, mas ainda sente dor, espere, é uma ferida e ela curar-se-à com o tempo..."

Quando rezaram por mim, senti perfeitamente aquela dor... e depois uma calma, a ternura do Pai Celeste!




Lembro-me que disse a JESUS, se me Desses a oportunidade de nos revermos, abraçava apenas... 

As palavras têm destas coisas, quando mal ditas, quando mal pensadas... matam... e se a nossa hora chega e partimos, então é irreversível. Por isso, na maioria das vezes, permaneço calada... oiço e quero responder, mas calo, para não ferir. Não se lembram, do muito que deixaram por fazer? Eu, não servirei de memória. Sigo o mais próximo de Jesus, que consigo e continuo caminho! 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Senhor Jesus...


... quero levar para Ti, muitas almas. Aceito tudo o que Desejares enviar-me. Faça-se em mim, segundo a Tua vontade, e nunca a minha...