quinta-feira, 28 de abril de 2011

Que fé é a minha? ( Parte III )

( continuação )



O vazio era de facto grande... mais parecia uma grande saudade, mas maior que tudo, era o meu conhecimento que só me deveria abeirar da Sagrada Comunhão após o Sacramento da Reconciliação.

Saí daquela Missa, com a certeza que voltaria... com um grande desejo de Comungar.

Os dias foram-se passando e fui deixando o Sacramento da Reconciliação para "amanhã" - tipo; "amanhã confesso-me" - no domingo seguinte e no mesmo momento, voltei a sentir uma enorme falta da Sagrada Comunhão...
Já não estou bem certa, mas durou algum tempo até que eu ganhasse coragem para me ir confessar. Olhando para trás, reconheço que eram duas forças que lutavam dentro de mim, uma impelia-me a ir confessar e desejar comungar, mas a outra... embora subtil, mas forte... fazia-me sentir, que igual a tantos outros presentes na Eucaristia, sem irem comungar... também eu poderia ir depois, um dia... sabia-se lá quando, confessar.

Mas em tudo isto, tinha eu uma grande certeza (outra certeza minha), jamais me confessaria aquele Padre, que tanto me fizera chorar naquela Eucaristia que marcou o meu regresso.


( continua )

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Que fé é a minha? ( Parte II )



(continuação)

Havia pedido oração por mim, na esperança que tudo na minha vida melhorasse... e tudo de repente, parecia piorar... 

Fui obrigada a parar e parei! Senti nesta paragem, que tinha chegado ao fim... não havia mais nada que eu podesse fazer, eu já havia batido a todas as portas que estavam ao meu alcance e... nem uma janela se abriu, ou melhor... abriram-se algumas que me deixavam ainda mais triste... não me mostrando nenhuma saida, apenas me davam "um circulo maior".

Entrei então na Igreja! Fui á Missa e chorei durante toda a Homilia... eu, sentada nos ultimos bancos ouvia o Pe. lá no ambão, a falar de mim e para mim... mostrava-me ele a minha saida, daquela imensa tristeza... e eu, chorava!

Senti eu neste dia uma grande falta, a falta da Sagrada Comunhão... olhando para trás, sentia como que um enorme abismo dentro de mim, e, como qualquer abismo... enormemente vazio!

( continua )

domingo, 24 de abril de 2011

Que fé é a minha? ( Parte I )



Pergunto-me eu. Vezes sem conta, questiono-me... interpelo-me e confronto-me com a Palavra de Deus.

Recordo com alegria, ternura, carinho e amor até... a minha conversão!
Se foi fácil? Não. Não é fácil... a conversão, é um caminho continúo e perseverante. Não reconheço em mim, algum mérito... vejo antes nos outros, na comunidade, a intercessão não só por mim, mas por cada um de nós.

Comparo a oração de intercessão a um enorme gesto de "mãos dadas"... imagine-se se de repente todas as pessoas do mundo decidissem dar as mãos ao mesmo tempo... eu imagino um belíssimo quadro fraterno. Creio que a oração de intercessão, tem a capacidade de não só unir, mas também amar quem talvez nunca se venha sequer a conhecer.

Nesta Semana Santa que acabámos de meditar e viver, tive a oportunidade de meditar uma vez mais no caminho que se faz para Deus, partilho aqui a minha reflexão.

Um dia e após algum tempo de afastamento da Igreja, pedi oração por mim... a minha vida, parecia ter entrado num circulo sem saída á vista. Sempre prezei, bons princípios morais e mesmo afastada da Igreja lutei por muitos deles, se bem que outros se fundiam e confundiam com a mentalidade da nossa sociedade e me levavam ao erro.

Depois de ter pedido oração, tudo me parecia estar a piorar... tinha então "todos os motivos" para virar as costas de vez á Igreja!

(Continua)


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Do meu posto...




... vejo os que chegam apressados em partir, em partir de férias da Páscoa!

A pressa é tão grande, quanto o seu entusiasmo pelos dias de férias da Páscoa.
Dizem que é feriado na  6ª-feira, desconhecem que é 6ª-feira Santa... ou apenas ouviram falar nisso, aos velhos avós, ou a alguns antigos... conservam o velho hábito que é dia de não comer carne... come-se então um peixinho na brasa, fresco de preferência... uma salada, porque o tempo da praia se aproxima, ou então uma mariscada, porque a familia e amigos se juntam nestes dias de férias da Páscoa. 



E, eu pergunto-me... que Páscoa?
Estes dias, que são fortes de significado para todos os Católicos... eu pergunto-me: -"Que andamos nós a fazer?" - "Que testemunho, damos nós da nossa fé?"

terça-feira, 19 de abril de 2011

O caminho mais curtinho para chegar ao céu...

... é através da amizade!


Amigo JPII: conheça a bela história de amizade entre Wanda e o Papa

Leonardo Meira - Da Redação
                                                                                                
Wanda Poltawska com o marido Andrzej, grande filósofo polonês, em audiência privada com João Paulo II

João Paulo II tornou-se o grande amigo da humanidade ao longo de seus quase 27 anos de Pontificado. Também pudera: foram cerca de 100 viagens realizadas a mais de 140 países, percorrendo 1,7 milhão de quilômetros e sendo visto por quase 400 milhões de pessoas. Por trás desses números portentosos, a presença constante do diálogo de coração a coração.
Mas e quando alguém é amigo pessoal do Papa? São poucas as pessoas que podem fornecer um relato a partir desse ponto de vista. Wanda Póltawska é um dos nomes incluídos na lista. A polonesa fez parte do círculo íntimo de amigos de Karol Wojtyla (nome de batismo do primeiro papa eslavo da história da Igreja) desde a época em que ele era um jovem sacerdote.
Um testemunho bonito e impressionante, delineado por uma narrativa que envolve a cura da alma dos sofrimentos e traumas decorrentes de quatro anos em um campo de concentração nazista, incluindo ser usada como cobaia para experimentações científicas. A partir do resgate da esperança, surge a semente que deu vida a uma extraordinária e fraterna amizade que durou mais de meio século, ultrapassou os muros do Vaticano e revela um coração humano e cálido por detrás da batina branca que ficou tão conhecida mundo afora e reforçou a voz da Igreja no alvorecer do terceiro milênio.


Esse relato singular foi recolhido por Wanda no livro Diário de uma Amizade – A família Póltawski e Karol Wojtyla, editado no Brasil pela Paulus. No volume de 512 páginas, cada virada de folha transforma-se em mergulho no cerne de uma amizade que simboliza bem a missão de João Paulo II: proclamar a Misericórdia, que Cristo está presente e se importa com a realidade do homem e que a "causa de Deus é a causa do homem", como tantas vezes gostava de repetir.

Diário foge dos esquemas normais de biografias de João Paulo II. Aqui não há lugar preponderante para a história pública e cronológica do Papa. Ao contrário, o livro contém pensamentos frutos das meditações diárias que Wanda fazia após a Missa, com as posteriores observações de Wojtyla, bem como outras reflexões, apontamentos, sugestões para a vida espiritual e também uma série de correspondências, que continuaram mesmo após a eleição como Sucessor de Pedro. Mesmo assim, apenas uma parte das anotações dos cadernos-diário foi usada.

O próprio João Paulo II, que leu todos os apontamentos, foi quem sugeriu, ainda em 1993, que Wanda escrevesse suas memórias. "O Santo Padre leu todos estes textos e os aprovou. Neste livro não há uma página que não tenha sido por ele aprovada. Assim nasceu este livro: não homogêneo, não programado e não escrito para ser entregue ao prelo. Se agora coloco estes textos à disposição das pessoas, é exclusivamente porque me convenceram de que 'o povo tem o direito de conhecer os seus santos, suas vidas'. Porém, ao mesmo tempo, esta é a minha história – e isso eu não posso mudar; em certo sentido é a história da minha alma", relata Wanda na seção em que fala sobre o nascimento da obra.
E por que ler o relato de tal amizade? O Papa João Paulo II bem sabia que aí se encontrava uma grande riqueza: "Antes da já iminente morte do Santo Padre, perguntei-lhe se devia queimar estas anotações. Respondeu-me: 'Seria uma lástima'. Todavia, eu hesitava. Porém, recebi uma resposta do meu confessor: 'As vicissitudes de um santo pertencem ao povo, não são propriedade privada'; pertencem à Igreja", continua Wanda.


Wanda em Roma, enquanto reza na Praça de São Pedro


O sofrimento


Wanda Póltawska conheceu Karol Wojtyla em 1950, em Cracóvia.  Ela tinha 29 anos e ele, 30. Wojtyla era sacerdote há quatro anos, assistente espiritual dos jovens estudantes universitários, e Wanda já havia concluído seu curso de medicina e frequentava sua especialização em psicologia e psiquiatria.
Nascida em Liblino, em 1921, em uma família muito católica, Wanda teve uma infância muito serena e tranquila. Em 1939, com 18 anos, ela entrou no grupo Resistência partidária, como fizeram vários jovens do país, para defender a pátria da invasão nazista à Polônia. No entanto, ela foi descoberta, presa e enviada ao famoso campo de concentração nazista de Ravensbrück, onde passou quatro anos de verdadeiro martírio.
Além das humilhações, fome, trabalho pesado, violências físicas e morais, Wanda e outras companheiras de calvário foram escolhidas, em determinado momento, como cobaias para       uma série de experimentos científicos. Transferidas para uma espécie de enfermaria, eram submetidas a intervenções cirúrgicas, mutilações, retirada de pedaços de ossos, injeções de bactérias nas feridas para provocar infecções e gangrenas, que eram posteriormente tratadas com outros produtos químicos. Quase todas morriam uma após outra e Wanda sobreviveu quase que por milagre.

Ao se ver livre do campo de concentração, voltou a estudar, concluiu medicina, mas dentro de si continuava rodeada e atormentada por uma série de pesadelos. Sentia-se uma mulher finita, que lutava desesperadamente com os fantasmas do passado, sem conseguir derrotá-los. Tinha medo de si mesma, dos outros, da vida. Nesse contexto, os princípios cristãos que tinha recebido desde criança colidiam espantosamente com a crueldade que havia sofrido no campo.


A amizade


Wanda busca auxílio, sobretudo junto a sacerdotes, mas não encontrava nenhum disposto a escutá-la e compreender seus problemas. Em 1950, encontrou Karol Wojtyla e ficou tocada pelo fato de que era uma pessoa que a "escutava". Ele torna-se seu confessor e diretor espiritual. Wojtyla desempenhou papel crucial no processo de cura da alma de Wanda, de auxiliá-la a reencontrar a si mesma e a confiança em seus semelhantes. À medida que a conhecia melhor, Wojtyla compreendeu que aquele encontro não era casual.
Habituado a ver as coisas de um ponto de vista místico, convenceu-se de que os terríveis sofrimentos que aquela jovem sofreu e suportou não eram coisas que diziam respeito somente a ela própria. Pelo mistério do "Corpo místico de Cristo", diziam respeito a todos, em especial, talvez, a ele mesmo, que havia sido poupado da guerra. Durante os anos em que Wanda "morria" em campo, ele havia descoberto sua vocação ao sacerdócio. E, então, cabia a ele, sacerdote, a missão de "curar" as feridas que o campo havia deixado na alma daquela pessoa.

Não eram coincidências casuais, havia uma ligação, um vínculo, e essa sua convicção tornou-se, pouco a pouco, consciência. Revelou-o ele mesmo à doutora Wanda em um dos momentos mais importantes de sua existência, em 20 de outubro de 1978, quatro dias após ser eleito Pontífice da Igreja. Em uma longa e belíssima carta a Wanda, a primeira que escreveu já como Papa, quis afrontar abertamente a questão da sua amizade. Amizade que agora poderia ser mal interpretada por estranhos. Mas era uma amizade "arraigada e alicerçada em Deus, em Sua graça", como ele escreveu, e, portanto, devia continuar.
Aqui o trecho daquela carta que fala explicitamente sobre isso:

"O Senhor Jesus quis que aquilo que diversas vezes era dito, aquilo que tu mesma tinhas dito do dia após a morte de Paulo VI, tornasse-se realidade. Agradeço a Deus por ter-me dado, desta vez, tamanha paz interior – aquela paz que me faltava de modo evidente ainda em agosto – que pude viver tudo isso sem tensões. Com a confiança de que Ele e sua Mãe dirigirão tudo, também nessas relações, preocupações e responsabilidades mais pessoais. Com a convicção de que – se não seguir o chamado – também nesses relacionamentos posso estragar tudo. Compreenda que, em tudo isso, penso em ti. Há mais de vinte anos, desde quando Andrzej disse-me pela primeira vez: 'Duska esteve em Ravensbrück”, nascia na minha consciência a convicção de que Deus me dava a ti a fim de que, em um certo sentido, eu 'compensasse' aquilo que tinhas sofrido lá. E pensei: ela sofreu em meu lugar. A mim, Deus poupou-me daquela prova porque ela esteve lá. Pode-se dizer que essa convicção fosse 'irrazionale', todavia sempre esteve em mim – e permanece. Sobre essa convicção desenvolveu-se gradualmente toda a consciência da 'irmã'. E também essa pertence à dimensão de toda a vida. Também essa continua a permanecer. Minha querida Dusia! Toda aquela dimensão permanece em mim e deve permanecer em ti. Sempre esteve arraigada e alicerçada em Deus, em Sua graça – agora deve ser arraigada ainda mais".

O marido de Wanda, Andrzej, também testemunha: "A direção espiritual e a proximidade pessoal do grande sacerdote permitiram à minha mulher alcançar a harmonia e a paz, possibilitaram-lhe conciliar o trabalho pelos outros com a vida familiar e, com o passar dos anos, tornaram possível o contínuo aprofundamento e crescimento da nossa proximidade e harmonia conjugal".

São palavras que explicam de modo claro a natureza da amizade que ligou Karol Wojtyla a Wanda Póltawska. Uma amizade tão extraordinária e sublime que pode nascer e crescer somente no coração e na alma dos grandes santos.

Wanda foi curada de um grave câncer através da oração de intercessão de Padre Pio, solicitada pelo então jovem Bispo Karol Wojtyla


O milagre


Em 1962, Wanda foi alvo de um milagre operado por intercessão de São Pio de Pietrelcina, por meio da solicitação de Karol Wojtyla. Portadora de um tumor, ela estava prestes a morrer, pois os médicos não lhe davam esperanças. Wojtyla era um jovem bispo e encontrava-se em Roma para o Concílio. Ao saber da doença, escreveu imediatamente uma carta a Padre Pio, pedindo-lhe que rezasse por aquela mulher. A carta é de 17 de novembro de 1962:

Reverendíssimo Padre,
peço uma oração na intenção de uma senhora de quarenta anos e mãe de quatro filhas de Cracóvia, na Polônia (durante a última guerra passou cinco anos num campo de concentração na Alemanha), atualmente doente de modo grave de câncer e correndo o risco de perder a vida: para que Deus, pela intercessão da Santíssima Virgem, manifeste a sua misericórdia a ela e à sua família.

Em Cristo, mui grato
+ Karol Wojtyla
Bispo titular de Ombi
Vigári do Capítulo de Cracóvia - Polônia

A carta foi entregue a Padre Pio através do administrador da Casa Alívio do Sofrimento, Angelo Battisti. Padre Pio pediu a Battisti que lesse a carta para ele. Ao acabar, disse: "Angelo, a isso não se pode dizer que não". Battisti, que conhecia bem os carismas de Padre Pio, voltou a Roma surpreso e continuava se perguntando o porquê daquela frase: "A isso não se pode dizer que não". Onze dias depois, no dia 28 de novembro, ele foi encarregado de levar uma nova carta a Padre Pio. Nessa, o Bispo polonês agradecia ao sacerdote por suas orações, porque "a mulher que tinha o tumor foi curada de repente, antes de entrar na sala de cirurgia”.

Reverendíssimo Padre,
A senhora de Cracóvia, Polônia, mãe de quatro filhas, no dia 21 de novembro, antes mesmo do procedimento cirúrgico, inesperadamente recobrou a saúde. Demos graças a Deus. De coração agradeço também a ti, Reverendíssimo Padre, em nome dela, do seu marido e de toda a sua família.

Em Cristo, mui grato
+ Karol Wojtyla
Bispo titular de Ombi
Vigári do Capítulo de Cracóvia - Polônia

Um verdadeiro e chamativo milagre, também testificado pelos médicos e que chegou ao conhecimento público em 1984.



                                                                                                   
Wanda, o marido Andrzej, uma das quatro filhas e dois netos posam para foto de recordação com o Papa


O Diário

Entre os numerosos livros escritos sobre o Papa polonês, esse apresenta-se de modo à parte. A autora foi amiga e colaboradora de Wojtyla desde o fim dos anos 1950 , quando o futuro Papa era um simples sacerdote, até a morte do Pontífice.

Em junho de 2009, quando o livro foi publicado na Polônia, jornais de meio mundo suscitaram críticas e escândalos. Muitos julgaram inconveniente que o Papa tivesse cultivado uma amizade tão profunda com uma mulher a ponto de continuar a escrever-lhe cartas mesmo após sua eleição para a Sé de Pedro. Outros condenaram a doutora Póltawska, acusando-a de protagonismo e desejo de publicidade, por ter tornado públicas as cartas que deveriam permanecer em segredo e poderiam trazer problemas à causa de Beatificação, na opinião daquelas pessoas.

Como bem se sabe, nada disso aconteceu. A amizade entre Wojtyla e Wanda apenas revela a largueza de coração do Papa das mídias, que soube conservar relacionamentos puros e singelos mesmo após ser escolhido para desempenhar a missão de Pedro, de confirmar os irmãos na fé. E Wojtyla fez isso de modo brilhante: confirmou a fé dando à Igreja um coração renovado, vívido, pulsante, que proclamou a Misericórdia Divina que resgata todo o ser humano. Wanda é prova viva dessa história.

in site Canção Nova

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Creio que "Algo" grande está para acontecer...



Não quero chegar ao céu sózinha, quero levar os "meus"... não que tenham que ir própriamente ao mesmo tempo, mas quero sabê-los no caminho do céu.

Não quero seguir um caminho de solidão pela pressa de caminhar só....

Quero antes caminhar com as paragens necessárias, para outros ajudar...

Não posso fazer, não posso mudar, não posso transformar...

Apenas posso ser, de forma a reflectir o amor de Deus em mim!
Sim. É isso mesmo que eu quero ser... quero ser "um reflector" do Amor de Deus... e para isso necessito da força D'Ele, da Sua Luz...

Por momentos sinto-me perplexa, triste e desanimada... quando terceiros me julgam, rotulam e me condenam pelo que não fiz, pelo que não disse e... sei eu lá, mais o quê.

Oro e espero N'Ele...

Surpreendo-me e alegro-me, que durante estes momentos - que são de dor e verdadeiro sofrimento para mim - alguém mostre indicios de inicio de conversão... não é mania, pois tenho o hábito de ir oferecendo as minhas dores a JESUS... não LHE peço que mas tire, apenas que me ajude e ofereço-LHE tudo, dizendo assim entre olhos marejados de lágrimas: 

- É por Ti, Jesus. É por amor a Ti....  

Nada LHE ofereço como moeda de troca por algo, mas há momentos que LHE entrego lembrando-O das minhas intenções... se estas LHE forem agradáveis... se o tempo, for o Seu tempo, então as mudanças acontecem! Acredito assim, sem sombra de dúvida, que a minha dor não se perde... 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O dia "Não"?!



Ás vezes gostava de saber o que é um dia "não"...

Quantas vezes se ouve esta esfarrapada desculpa, de "hoje estou em dia não".... esfarrapada desculpa, para escapar ás responsabilidades.

Esfarrapada desculpa, para desculpar o indesculpavel...
Esfarrapada desculpa, para não sorrir... mesmo quando o sol brilha...
Esfarrapada desculpa, para exijir dos outros aquilo de que não se é capaz fazer...
Esfarrapada desculpa, para não sorrir...
Esfarrapada desculpa, para não viver...
Esfarrapada desculpa, para não ouvir...
Esfarrapada desculpa, para não estender a mão a quem precisa... 

E logo hoje... que até o sol brilha mais! 

terça-feira, 12 de abril de 2011

A minha cara metade...


... não é nada de ir á Missa - só vai quando bem entende - não é nada dessas coisas - de rezar. Há momentos em que me questiona sobre questões de fé, que mais parece querer colocar tudo em causa... acho que ele deseja apenas, que eu lhe dê uma boa razão para acreditar em Deus! No entanto; no seu coração, N. Senhora tem um lugar previligiado... nada sei explicar.

Partilhei com a minha cara metade, a situação insólita que estou a viver... uma verdadeira injustiça, onde todos os valores morais em que acredito e exercito, são colocados em causa... mais parece humor negro... uma anedota infeliz... sei lá, nada faz sentido nesta história anedóticamente triste.

Ontem, a minha cara metade abraçou-me e proibindo-me de chorar, lá ia dizendo palavras de animo... disse-lhe que me custava esta injustiça... que me era dificil... e pegando-me nas mãos, respondeu-me assim:

- "Também a Jesus, LHE colocaram pregos nas Mãos... morreu na Cruz... custou-LHE mais a Ele, não achas? Não te serve isso de animo?"

Jamais esperei ouvir tudo isto da sua boca... talvez, quando quase me leva ao limite da minha paciência, sobre questões de fé... talvez até esteja com atenção, talvez N. Senhor opere no seu coração... sim, porque só Ele tem a capacidade de transformar os corações... a mim, a cada um de nós... cabe-nos apenas o modesto papel de ser seus instrumentos.


"O Evangelho Secreto da Virgem Maria"


" Eu não sabia, mas nessa altura a graça do Altissimo veio em ajuda da minha debilidade. O mesmo que me tinha coberto com a sua sombra...
 Foi assim que adormeci. Nos seus braços, acolhida pela doçura do Senhor, ciente de que estava nas suas mãos. Não recebi luz para iluminar a minha inteligência. Não vi soluções nem entendi nada de nada. Soube apenas que, se Deus estava por detrás do assunto, tudo iria bem e que eu apenas tinha que deixar-me conduzir. Lembro-me de uma frase de Isaías que o meu pai costumava repetir porque era o seu lema favorito: « Na confiança está a vossa força». Na confiança no poder de Deus e no seu amor estava a minha força. Pus-me nas suas mãos e adormeci. Era já quase dia."

In, O Evangelho Secreto da Virgem Maria, Ed. Paulus de Pe. Santiago Martin - Excertos das Pags. 31 e 32


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eu creio...


                                             
(Jesus, é julgado por Pilatos)

... que nada acontece por acaso.

Eu creio, que consigo sentir o que é ser julgado injustamente.
Eu creio, que a dor de sentir a injustiça... no minimo pesa.
Eu creio, que posso tomar dois tipos de atitude:

1 - Revolto-me na minha dor e exijo justiça.
2- Silencio-me, rezo e ofereço a N. Senhor tudo isto...

Eu opto pela 2ª hipotese, porque lhe sinto a paz!
Eu opto pela 2ª hipotese, porque acredito em JESUS! 

domingo, 10 de abril de 2011

Pedi ao Padre...

... que me abençoasse 3 medalhas de Jesus Misericordioso! 

- É para si? - Perguntou-me.
- Não, é para oferecer.
- Rezemos então uma Avé-Maria, por quem irá receber.

Ali, na Sacristia e no meio do burburinho próprio do final da Eucaristia, rezámos uma Avé-Maria por quem irá receber... 

Tenho fé... que esta medalha "fale".
Tenho fé... que esta medalha "faça".
Tenho fé... que esta medalha "transforme".

Deus meu... como é possível... como é possível julgarem tão mal, por aquilo que nem fiz, nem nunca tive a intenção de fazer... olho-me de fora para dentro e não vejo ponta levantada... nada, absolutamente nada do que me acusam.

Sentada na Igreja, pedi a Deus que opere num coração doente... que vê mal, onde ele não existe.  
Não há palavra que eu possa dizer...
Não há postura que eu possa mudar...
Não há nada que eu possa fazer, senão rezar, confiar e esperar N'Aquele que tudo pode.

Para quê tudo isto? Para quê tanta maldade da humanidade?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eu fui...


... visitar a Mãe!


Saí de casa feliz, só porque A ía visitar... na certeza de que me ouviria, com a fé de que me aconselharia. Ainda a caminho, fui surpreendida com esta música cantada por artistas populares portugueses. Vindo de quem vinha, foi uma alegre surpresa.





Mal cheguei, acendi as velas pelas minhas intenções e de seguida fui ao Seu encontro, estava ansiosa por lhe falar, por lhe entregar as muitas intenções que o meu coração guarda e por ultimo revelar-lhe o meu coração, entregar-lhe o que me deixa triste e preocupada. 

Fui recebida com a oração da Consagração a N. Senhora! Grande providência a Deus, hein?
Rezei o Santo Terço, por todas as intenções que levava. No fim e com a intenção de lhe falar de mim, encostei o meu ouvido ao Seu Doce e Imaculado Coração, que logo me segredou o Salmo 35(34) - Oração de um justo em provação. Fiquei mais um pouco... alegrei-me por me sentir ouvida, o meu coração ficou mais tranquilo.

Mais tarde, diante de N. Senhor Jesus Cristo, oculto por Amor no SS. Sacramento, o nosso diálogo foi mais ou menos assim:

Olha Senhor, já vis-Te o que estou a passar? Custa-me tanto...
(resposta inspirada) - Eu trabalho no silêncio!

Sabes Senhor, quero amar-TE mais...
(resposta inspirada) - Consola-ME!

Como o farei?
(resposta inspirada) - Ama Minha Mãe!

Foi alegria, o que eu trouxe no meu coração... um sinal de esperança...

Estou certa que não entendo todo este Amor, que N. Senhor tem por mim, por cada um de nós! Sim! Este Amor que aqui descrevo não é exclusivo para meia dúzia de pessoas, é para todos... todos, seja ele quem for. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Carta á Mãe...


Olá Mãe. Espero que estejas bem...

Sabes Mãenzinha, estou triste e magoada. Providencialmente, ou não, ouvi algo que tudo indica, ser sobre mim. Senti que o meu coração se esvaziava... estática e perplexa, fiquei onde estava.

Quis chorar... não consigo, é como que... se os meus olhos tivessem secado.

Não sei o que fazer...

Até breve Mãe querida, irei visitar-TE... é isso, irei visitar-TE... encostarei a minha cabeça no teu Doce Coração Imaculado, ouvirei os teus conselhos...


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"É certo que o homem mau não ficará sem castigo, mas os justos escaparão." Pr. 11,21


domingo, 3 de abril de 2011

Magnificat


Magnificat

A minha alma glorifica o Senhor *
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva: *
De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
Santo é o seu nome.

A sua misericórdia se estende de geração em geração *
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço *
E dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos de seus tronos *
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
E aos ricos despediu de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo, *
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais, *
A Abraão e à sua descendência para sempre

Glória ao Pai e ao Filho *
E ao Espírito Santo,
Como era no princípio, *
Agora e sempre. Amen.