domingo, 15 de maio de 2011

As crianças são puras!



Tenho passado ultimamente, por momentos de verdadeiro julgamento injusto e mais recentemente... por momentos de indiferença. Não escondo que tanto um, como o outro momento me abalaram profundamente... se não entendo o julgamento injusto... muito menos o desprezo.

Decidi passar por isto em silêncio... quis chorar, sinto que me aliviaria... mas as lágrimas não caem. Sinto-me, como se tivesse ficado "seca"... impressionante, quando mais precisava de apoio, de uma palavra amiga, de animo... "cadê?", onde foram todos?

Meditei na dolorosa Paixão de Cristo... e descobri, que JESUS passou por isso, de uma forma mais violenta é certo... mas dei-me conta, que pelo que passo neste momento, também me é doloroso... e tomei uma decisão, entreguei a N. Senhor, por amor a ELE. Se isso é agradável a N. Senhor, eu não sei... mas assim mesmo, em silêncio e com a serenidade possivel, ofereço "isto" a Jesus!

Hoje, o dia do Bom Pastor foi celebrado por outro Sacerdote.

I Leitura - Act 2, 14. 36-41

Salmo Responsorial - Sl 22 ( 23 ) 

II Leitura - 1Pd 2, 20-25


"20. Que mérito teria alguém se suportasse pacientemente os açoites por ter praticado o mal? Ao contrário, se é por ter feito o bem que sois maltratados, e se o suportardes pacientemente, isto é coisa agradável aos olhos de Deus.





21. Ora, é para isto que fostes chamados. Também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo para que sigais os seus passos."
Evangelho - Jo 10, 1-10
Se durante o Salmo, eu senti que N. Senhor me falava com doçura... amor, na segunda leitura... senti-me confirmada. Confirmada que tudo isto que vivo, é uma grande provação... que vem tudo com o selo do mal. Confirmada na forma como escolhi viver "isto" e sinto assim, que a minha oferta é agradável a Deus.
O sacerdote, que celebrava dizia a certa altura na Homilia, é este o salmo que devemos rezar, quando mais nada podemos fazer... quando nada mais temos a dizer a N. Senhor no meio da provação... e isto, foi verdadeiramente refrigério para a minha alma, pequenina e amedrontada no meio de tamanha tempestade.
Mas... N. Senhor ama-nos em abundancia... com um amor tão grande, que jamais poderemos ver o seu inicio e o seu fim.
Sentada no chão, com os meus meninos... com aqueles que vou falando que Jesus é nosso Amigo... o mais pequenino deles todos, dava-me beijinhos e muitos... ora no rosto, ora no braço e... até na palma da mão... e aqui falou: "mereces-te"... e naquele pequenino vi JESUS!
Louvado seja N. Senhor Jesus Cristo!

4 comentários:

concha disse...

Querida amiga
Acabei de te ler e mesmo sem comentar, tenho passado aqui.A indiferença é uma limitação do homem e como tal não é para ser levada a sério.Jesus deixou-nos tudo o que precisamos saber, para vivermos bem, porque nos ama muito.É certo que agrada ver que somos queridos pelos que nos rodeiam,mas isso não é o essencial da vida.Não estamos cá para agradar aos outros,mas para seguir Jesus cumprindo com a sua palavra.Aí sim, deveremos ter a alegria de que nos falam os céus.Tudo o resto são coisas da terra,do ser-se pequenino e limitado porque Deus está ausente.Há que ser..."prudentes como as serpentes e simples como as pombas".É nesta prudência e simplícidade que se aprende a filtrar tudo o que não é essencial.
Um abraço bem forte com a Paz de Cristo, que tudo resolve

Filha de Maria disse...

Amiga Concha;

entendo a tua preciosa mensagem e agradeço-a.

Mas o caso, este caso concreto... é quando se pede ajuda de forma directa e nem sequer uma palavra nos é dirijida. Isso faz de nós invisiveis, um nada!

Se na nossa sociedade, morrem idosos sózinhos, é por este nosso egoismo e já se vê, que não é só numa sociedade secularizada... pois o que eu abordo aqui é vivido em igreja, o que me deixou mais perplexa e fora de mim!

É importante que preguemos a fraternidade, mas que a exerçamos... mesmo que isso nos custe "horrores"!

Minha querida,entendes o que quero "chocalhar"?

Beijinho fraterno e um grande abraço N'Aquele que nos fortalece na provação!

concha disse...

Claro que entendo e já me questionei muito, sobre certos modos de se estar em igreja.O meu antigo pároco,costumava dizer que a igreja não é um clube de santos.E não é de certeza.
Quanto à invisibilídade, é certo que não estou dentro da situação e cada caso é um caso,mas com toda a humildade digo-te, insiste, insiste.As crianças que têm uma sabedoria cimentada na simplícidade,sabem que a maior parte das vezes quando muito insistem,acabam por ser atendidas.Nada aborrece mais a quem quer ignorar, do que a insistência.
Boa sorte amiga e que Deus te ajude nessa missão que se percebe ser bem difícil.

Filha de Maria disse...

Amiga Concha;

O mau julgamento á minha pessoa, foi feito fora da Igreja. É algo tão "insólito"... que a não ser rezar, não vejo mais o que possa fazer.

Há algum tempo atrás, ensinaram-me que nestes casos "dificeis", deveria pedir auxilio/ orientação a alguém devidamente preparado.

Pedi e senti-me humilhada ao ser "ignorada".

Passei a sentir-me injustiçada, humilhada e desprezada!

É isto o que posso dizer... é este o verdadeiro cerne da questão, que mata muitos na nossa sociedade.

Mata-os de solidão, abandono, desprezo... uma tristeza profunda que os inunda e se não têm em si Cristo Vivo e presente, definham nestes sentimentos... e tantas vezes, ao nosso lado.

Beijinho minha querida.

P.S.: Pequenos gestos, marcam a diferença!