sexta-feira, 13 de maio de 2011

Indiferença... um dos mais altos degraus do desprezo!


Tenho meditado no que é a indiferença/ desprezo... realmente são sinónimos, sinónimos que magoam... que ferem. Deixo-vos aqui um delicioso texto, que muito me ajudou...


«Um certo dia uma das Madres ficou tão zangada comigo e humilhou-me tanto, que eu pensava que não suportaria mais. Disse-me: “Excêntrica, histérica, visionária, suma do meu quarto, não quero mais ver a Irmã”. – E caiu sobre a minha cabeça todo um palavrório. Ao chegar à minha cela, caí de bruços diante do crucificado e olhei para Jesus; já que não era capaz de pronunciar uma só palavra. E, no entanto, eu disfarçava diante das outras e fingia que nada tinha havido entre nós.

Satanás sempre aproveita de tais momentos; começaram-me a assentar-me pensamentos de desânimo: “Eis a recompensa pela tua fidelidade e sinceridade. Como se pode ser sincera, quando se é assim tão incompreendida?” “Jesus, Jesus, não aguento mais!” Caí novamente ao chão sob esse peso e cobri-me de suor; uma espécie de temor começou a dominar-me. Não tinha em quem me apoiar interiormente. Nisso ouvi uma voz na alma: “NÃO TEMAS: EU ESTOU CONTIGO!” E uma luz estranha iluminou a minha mente; compreendi então que não devia render-me a essas tristezas. Uma força penetrou-me e saí da capela com nova coragem, pronta para enfrentar os sofrimentos”. (Diário 129)

Não é fácil sermos tratados com desprezo, mas, o testemunho de Santa Faustina nos ensina como lidar com essas situações: disfarçar diante dos outros e fingir que nada houve entre nós e a pessoa que nos desprezou. E estarmos atentos ás insídias de Satanás que aproveita tais momentos para suscitar pensametos de desânimo em nós, de querer levar-nos ao desânimo. Isso já aconteceu comigo algumas vezes e tive os mesmos sintomas: senti-me desanimado, com vontade de chutar o balde. Entretanto, foi olhando para Jesus que encontrei forças para enfrentar tais situações de desprezo e não me deter nelas.
Tentar disfarçar como fez Santa Faustina é uma necessidade, para que a situação não se espalhe e não exponha quer a minha pessoa quer a pessoa do outro. Quando certa vez, percebi que em mim não havia força suficiente para reagir e tratar bem aquela pessoa em oração pedi forças a Jesus e a passagem do Diário que acabou por vir às minhas mãos dizia: “Ama a todos por amor de mim.” Entendi que devia continuar amando aquela pessoa por amor a Jesus. E o que pode ser pequeno por amor a Jesus?»
Pe. Antônio Aguiar


Fonte: http://blog.cancaonova.com/padreantonioaguiar

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