sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eu, acredito!

Fonte: Aqui 

 

"Amizade desinteressada entre homem e mulher?

Por Padre Luizinho no dia jul 22nd, 2011

Sem querer explicar muitas coisas a amizade é a complementaridade de duas pessoas bem diferentes, que exatamente decidem crescer no respeito, no amor, na cumplicidade, na transparência e na verdade. E não existem dois seres que se completam mais do que o homem e a mulher. Não só se atraem, se desejam, mas acima de tudo se completam, porque são exatamente opostos, diferentes um mundo a ser desbravado, um mistério. Quando uma amizade sincera acontece entre um homem e uma mulher eles se tornam como arqueólogos a cavar e escavar um mundo precioso, um tesouro abençoado existente no coração e na alma do homem e da mulher.


Outro dia vi numa propaganda uma pergunta que intriga ao mundo: É possível amizade verdadeira e desinteressada entre um homem e uma mulher?

Exatamente por serem um mundo maravilhoso a descobrir, por se atraírem e se completarem é preciso um mapa para nos guiar nesta aventura e a primeira ferramenta que precisamos usar é o respeito para reconhecer que antes de tudo somos irmãos.

Para adentrar os ambientes mais profundos do feminino e do masculino é preciso acreditar e sentir um amor puro é possível! Eu agradeço a Deus por ter nascido em uma família cheia de mulheres, três irmãs e minha mãe. Eu e meu irmão mais velho crescemos neste ambiente rico das diferenças, mas principalmente do respeito e do amor puro.

Lembro-me que eu e minha irmã mais nova tomávamos banho juntos, pois quando se educa o coração de um homem para a pureza ele cresce respeitando e acolhendo a grande e linda dignidade de ser mulher.

A dimensão da sexualidade é uma parte fundamental no ser humano, mas ele não é só isso e ao mesmo tempo todos os nossos relacionamentos são sexuados, pois não posso me relacionar com ninguém deixando de ser homem ou mulher. Na minha afetividade, gestos, sentimentos, pensamentos estão carregados de minha sexualidade, que é uma benção de Deus, é vida e foi feito para o amor. Mais diante de todo esse apelo sexual, nós acabamos limitando a nossa vida na primeira instancia do nosso ser que é a corporeidade.

Viver epidermicamente, ou seja, viver na pele, no sentimento. Os sentimentos precisam passar pela razão, medir e analisar as consequências. Por sua vez a razão deve ser iluminada pela fé, pela virtude da Caridade e da Verdade. Não nos entregar aos apelos do sentir, é necessário dar um sentido absoluto, integrar o nosso sentir e viver ao amor de Deus e a Deus. Quando toda a nossa vida esta voltada para este fim, para este significado nós podemos crescer e nos realizar no amor, nos relacionamentos, numa amizade desinteressada entre um homem e uma mulher, que foram feitos para se conhecerem e se completarem. A doação de si na sexualidade é a mais perfeita forma de entrega um ao outro, mas não é a única forma de unirem os corações, os sonhos, e a vida.

Vejamos o que São Paulo fala sobre o amor na carta aos Coríntios 13, 4-7: O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo.

O amor é muito mais que sentimentos, que pele, o amor é atitude, é decisão, é autodomínio, é renuncia e na maior das provas o amor é dar a vida. Mais para isso o amor é feito também de limites, de respeito e acima de tudo o interesse e o esforço de acima de tudo fazer o Bem ao outro.

O amor puro e verdadeiro que essencialmente se experimenta no amor de Deus e que dá significado a vida humana torna possível à amizade verdadeira e desinteressada entre o homem e a mulher, que o pecado original desfigurou e que Cristo Jesus tudo recapitulou na cruz e na ressurreição quando assumiu a nossa sexualidade.

O homem e a mulher são vocacionados para o amor e a nele se realizarem em qualquer estado de vida e relacionamento abençoado por Deus. Por isso, nem tudo é permitido numa amizade entre um homem e uma mulher, se não deixa de ser amizade.

Todos tem necessidade do amor puro de seus irmãos para seu equilíbrio afetivo. Na nossa comunidade nós chamamos isso de masculino e feminino em sadia convivência. Ela se compõe de homens e mulheres, jovens e adultos, casados e solteiros. Mas antes de tudo todos são irmãos e irmãs e assim devem se tratar. Esta é uma razão a mais para que todos vivam a castidade, dom e fruto do Espírito Santo. Em se tratando de homens e mulheres em pleno despertar de sua sexualidade e de sua vida afetiva torna-se importantíssimo o mútuo respeito. (Est 112-114).

Assim é possível um homem e uma mulher serem grandes amigos e irmãos.


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Eu, acredito!

4 comentários:

Lucinha disse...

Filha de Maria,

Eu concordo plenamente com esse texto. A maioria de meus grandes amigos, são homens. Amigos fiéis, que sei que posso contar em qualquer momento.
Entre nós, não existe outro interesse que não seja esse, que é a amizade profunda, coisa de irmão pra irmão.
Tive a felicidade de participar de algumas Missas com Pe. Luizinho, enquanto ele era da Missão da CN no Rio de Janeiro. Não sei se ele ainda está por lá.
Enfim, amei essa publicação, que me fez lembrar dos meus verdadeiros amigos, e desse Pe. maravilhoso.
Tenha um abençoado final de semana.
Beijos

teresa disse...

xiiiiiii , miga não concordo inteiramente massssss , prontos tinhamos que discordar de alguma coisa né ???? eh eh eh .....


jinhos ...

Filha de Maria disse...

Lucinha;

Ainda bem... fico feliz por si. Pois são amizades, muito bonitas.

Beijinho

Filha de Maria disse...

Teresita;

Se ainda não fizes-te a experiência, é dificil aceitares ou até concordar. Mas elas hesistem.

Deixo-te um exemplo muito bonito e que é conhecido por muitos;

A comunidade Canção Nova, quando começou há cerca de 30 anos; começou com um padre e vários jovens a morarem juntos, em comunidade e em franca amizade.

Muitas foram as vozes que se levantaram contra eles, e diziam toda a especie de barbaridades.

O que nasce do caração de Deus, não morre, nem acaba.

Nosso estimado Santo Padre, Bento XVI, reconheceu os estatutos desta tão bonita comunidade de nova evangelização.

Beijinho fraterno