quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Onde está Deus?



Certamente... jamais terei a resposta exacta para esta pergunta!
Não pretendo dar respostas milagrosas... fazer passos de magia... ou algo do género! Mas, usualmente, coloco os meus joelhos no chão e o Terço nas mãos!

Quando vejo a dor daqueles que me são próximos... argh... sinto-a quase como minha. Ás vezes gostava de ser diferente... e viver assim mais... descontraida! Mas... não! Sou isto... sem qualquer máscara ou intenção de falsa humildade... rio e choro com os outros, "vivo-os" por assim dizer!

Hoje senti-me feliz! Muito... mas mesmo muito! Os nossos olhos ficaram humedecidos... como que em sintonia do "sentir"... disse-lhe ainda o quanto tinha dentro de si em coragem, em valentia... afirmei sem qualquer embaraço, que a sua atitude me inspirava a ser melhor... a aguentar mais...

Deus está nestes actos de coragem, em todas as atitudes de superacção!
Impressiona-me ver Deus tão próximo de cada um de nós!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A pergunta que...


... me foi feita hoje:

- "Quando pensas começar a cuidar de ti?" 


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

N. Senhora saiu á rua...


Sabia que era dia que a Mãe sairia á rua!
Durante todo o dia desejei agradecer-lhe... não tinha tempo, não tinha como ir sem ter ajuda...

Fui dizendo nas minhas orações: "eu queria tanto..."

O meu jantar... foi um iogurte furtivamente colocado na mala. Após a Eucaristia e antes que N. Senhora saísse... foi de uma golada só!

A vela numa mão e o terço na outra... caminhei com Maria, minha e nossa Mãe!

Não havia mais ninguém naquele caminhar cheio de gente... não havia ontem, nem amanhã... caminhávamos as duas... ora lado a lado, ora á frente ou até atrás... mas caminhávamos as duas... com um caminhar, em compasso do Amor a Cristo Jesus.

Foi um lindo caminhar para Jesus! Há momentos... que não se conseguem verbalizar, acontecem, vivem-se e... mais ninguém dá por eles. É bom caminhar com a Mãe... é um porto seguro, quando mais ninguém nos houve... é um porto de abrigo, em tempos de tempestade... é Coração que Ama, sem medida nem tempo... porque ama sempre no presente, no agora... 

domingo, 14 de agosto de 2011

APOCALIPSE - Hoje; Amanhã?



Circulam com alguma frequência, mensagens, folhetos, livros até que nos falam de um apocalise próximo. Tudo isto, tem vindo a passar-se em alguns grupos de oração da Igreja Católica.

Felizmente ou não; não assisti a "nenhum" destes "testemunhos".

O que me foi relatado: "pessoas que têm revelações particulares de Jesus e/ou N. Senhora, afirmam que o fim dos tempos é para breve, etc..."

É estranho! No minimo é estranho, penso para comigo, quando me falam disto...

Sei que a Sagrada Escritura nos fala da 2ª vinda de JESUS CRISTO, mas também nos fala: "Vigiai e Orai..."

Quem sou eu, para dizer que essas "revelações particulares" são uma farsa, uma mentira, um engano... ninguém. Não sou ninguém!

Abro a Sagrada Escritura e "vejo" Deus Pai que ama cada seu filho, com um Amor inteligivel... "vejo" Jesus Cristo, um "Louco de Amor" por cada um de nós... tenho assim dificuldade em aceitar a proliferação de mensagens apocalipticas para "agora". O Futuro só a DEUS pertence, a nós cabe-nos Vigiar sobre o nosso coração, os nossos actos e Orar... orar para que muitos mais se convertam e procurem Deus para as suas vidas.

N. Senhora; é MÃE! Acredito na mensagem de Fátima, acredito que N. Senhora nos dê directivas através de algumas almas abençoadas por Deus, mas tenho grande dificuldade em aceitar que queira propagar mensagens de "terror"... correcção sim, mas "terror" não!

Meditemos na Sagrada Familia... lá encontramos paz, harmonia, amor, tranquilidade! Não consigo ter medo de Deus Pai!

Não escrevo este post de animo leve... mas antes, preocupada com o que se desenvolve nas nossas igrejas.  Há uns tempos li uma mensagem que abordava isto mesmo de que falo, desta preocupação... há uns 2 dias recebi um email com mensagens apocalipticas... apaguei-o, não faz sentido!



Partilho aqui a preocupação de uma Diocese Portuguesa:

Diocese contra mensagens apocalípticas

2011-07-21 09:10:13


A diocese de Leiria-Fátima emitiu um “esclarecimento” sobre “mensagens de videntes e de pretensas aparições da Virgem Maria” que têm como objeto a previsão sobre um iminente “fim do mundo”.

“Quem pretende ter recebido uma visão a indicar o fim do mundo para breve ou indicando uma data está a inventar isso por sua cabeça e a mentir”, aponta o vigário geral da diocese em que está situado o maior santuário nacional, padre Jorge Guarda.

A nota oficial foi publicada na página oficial da diocese de Leiria-Fátima, na Internet, e tem data de 19 de julho.

Este responsável fala sobre grupos de oração “inspirados em diversas correntes de espiritualidade e de piedade, por vezes mariana e fatimita[relacionados com a mensagem de Fátima]” nos quais “circulam mensagens de videntes e de pretensas aparições da Virgem Maria”, com conteúdos “por vezes de teor apocalíptico a prever o fim do mundo”.

Tais mensagens, pode ler-se, “não merecem a adesão de cristãos com bom senso e reta formação na fé, pois contribuem mais para gerar medo e angústia nos corações de que para uma sadia prática da devoção religiosa e crescimento da vida espiritual”.

A mensagem da diocese diz terem chegado ao bispo local, D. António Marto, “notícias de que, nalguns desses grupos, havia pessoas perturbadas por causa de mensagens amedrontadoras ou conselhos pouco sensatos para os comportamentos pessoais”.

“Perante mensagens que anunciam o fim do mundo e castigos para breve, os fiéis católicos não se deixem amedrontar. Jesus exortou os seus discípulos a não terem medo”, aconselha o vigário geral.

O padre Jorge Guarda deixa “recomendações para que os grupos de oração sejam saudáveis de relação com Deus e de sã devoção à Virgem Maria e as pessoas os possam frequentar com confiança”, pedindo aos seus promotores que “deem conhecimento deles aos respetivos párocos para que possam, assim, receber o seu acompanhamento espiritual e a sua ajuda fraterna”.

“Para evitar deixar-se enganar, recomenda-se aos fiéis católicos que cuidem da sua própria formação na fé”, acrescenta o sacerdote, pedindo aos mesmos que tenham cuidado “quando se lhe pede dinheiro nos grupos de oração”.

De acordo com o testemunho, reconhecido pela Igreja Católica, das crianças Francisco e Jacinta Marto (beatificadas por João Paulo II em 2000) e Lúcia dos Santos, conhecidas como os Pastorinhos de Fátima, ocorreram seis aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e imediações, uma a cada mês, entre maio e outubro de 1917.

Nessas aparições, os videntes receberam o chamado “segredo”, divido em três partes, mas muitos movimentos e grupos têm falado, com insistência, num “quarto segredo”, relacionado com um cenário apocalíptico e o fim do mundo.

Em 2007, de passagem por Portugal, o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, recusou a existência de qualquer «quarta parte» do segredo de Fátima, reafirmando que o mesmo já foi completamente revelado.

O cardeal italiano foi colaborador do cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, na Congregação para a Doutrina da Fé, tendo ambos trabalhado com o Papa João Paulo II na publicação da terceira parte do segredo, o que veio a acontecer em 2000.

O texto relativo ao segredo de Fátima pode ser consultado no site do Vaticano.

OC
Fonte Ecclesia
Fonte: Aqui

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

No colo da Mãe...





Desde cedo que queria ir agradecer a N. Senhora.
Agradecer o que me traz exausta...
Agradecer toda a protecção...
Agradecer a minha familia...
Agradecer sómente... agradecer tudo!

O Pe. tocou no ponto chave dizendo: "como crianças, que dizem palavras de carinho á sua mãe..."

Não sei explicar e não sou também nehuma mistica... mas há momentos, em que me sinto sentada no colo de N. Senhora... imagino-a a acariciar os meus cabelos, a afagar o meu rosto, beijando-me no alto da cabeça... não lhe sinto o perfume... mas sinto-a tão perto de mim... e neste sentir... só o silêncio fala por nós e connosco!

É estranho... mas sabe tão bem que me comove, sabe Deus o porquê!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Depois de uma tempestade...

... por muito dura que ela seja, o dia ergue-se de novo, a cada manhã!




Eu quero ser como o dia...
Por muito que as tempestades da vida, me assolem... eu quero erguer-me a cada manhã!

Olhando o mundo de fora... vendo as cheias que varrem cidades completas; os furacões, tufões, tsunamis, tremores de terra... olhamos sempre com temor, com dor pelos que sofrem, com compaixão... refletimos naquilo que vemos, quanta devastação... os sonhos de tantas vidas, tanto trabalho, tantos sacrificios por tanto tempo... tudo por terra como que num sopro. 

Olhando toda essa devastação, surpreende-nos o dia amanhecer de novo, com o mesmo brilho de sempre... essa atitude, a atitude do dia... tem que ser a nossa! Brilhar de novo, a cada amanhecer! 

Quero ser como o dia e reflectir o brilho da Luz de Cristo! 

Amiguitas lindas; Maria Luiza, Dulce, Teresita e Malu... vocês são lindas! Beijinho fraterno, muito, muito repenicado....


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011

As lágrimas...


... que derramei, é um sinal nitido da minha exaustão. Cairam livremente pelo meu rosto... em silêncio...

Não suporto ameaças... confesso que não sei viver assim.
Não suporto discussões sem sentido... gratuitas até... deixando adivinhar um prazer maléfico de magoar, por magoar... ferir, por ferir...

Se há momentos em que aguento firme. Hoje não... hoje não... sinto que as minhas forças se estão a ir, a uma velocidade estonteante, receio desistir a qualquer momento... necessito continuar... não só por mim... mas necessito continuar!

E porque nem tudo são espinhos... as lágrimas também se assomaram... pela alegria de quem usufruiu da minha singela ajuda. Estas ultimas foram de alegria! Ele há forças que me chegam de uma forma "estranha"... mas chegam!

Nunca desejei o silêncio...

... mas ele aparecia de assalto á minha vida e desde cedo!




 Fala Senhor- Márcio Todeschini




Há alguns dias escrevi sobre ouvir-me a mim, ouvir N. Senhor... - Aqui - é um exercicio que faço com frequência, mas intensifico-o nos maus momentos da minha vida... vendo bem, acho que o faço desde muito nova, percebo-o hoje.

Foi neste silêncio... que fiz os meus maiores pedidos a Deus, e... sem querer ser pretensiosa, em nada Ele me faltou, satisfez todos os meus grandes pedidos, eis aqui alguns:  

1- Um irmão mais velho, que fosse mesmo meu amigo.
2- Muitos filhos...

Tanto um como outro pedido, ninguém mais dá por eles... foi-me dado um irmão mais velho, um irmão espiritual. Muitos filhos... descobri há dias, são tantos que não os posso contar, e também estes são espirituais, é por estes... que eu rezo todos os dias, que ofereço as minhas dores e sacrificios... as minhas lágrimas até! É por estes ultimos que combato sem espada, escudo ou elmo... apenas com cada conta do meu rosário e sempre que possivel com a Santa Missa. Não compreendo... mas vejo e sinto!

Hoje... confirmaram-me nos beneficios deste silêncio...

Deixo uma pequena partilha de um livro que me acompanha há algum tempo. "Que é o silêncio" - ed. Paulinas

Pág. 32

Convite ao Silêncio

«Para escutar a voz do Senhor
aprende a estar em silêncio.
Por dentro e por fora.
No silêncio, Deus fala ao coração.
No meio de tanto ruído,
não sabemos o que vale o silêncio.
Faz a experiência: tu sózinha no quarto,
ou de noite, no terraço de casa;
à sombra de uma árvore, no parque,
ou no interior de uma igreja.
Ordena - silêncio! - dentro de ti,
para escutares a voz de Deus.
Encontrarás tranquilidade,
serenidade e paz.
E pouco a pouco ir-se-á
delineando o teu caminho
com uma luz sempre nova.»          Maria Cevolani


E pensar que sempre achei "estranho" estes meus silêncios, desde pequena... e nesta "estranheza" falava com o Pai Celeste... 




E lá vim eu, que nem um...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tem a filha longe...


... e o filho é desprendido. Tem idade para ser minha mãe.
Almoçamos quase todos os dias juntas... nem sempre o diálogo se proporciona, mas dei por ela a tratar-me pelo diminutivo, sorri-lhe e disse-lhe que gostava mesmo muito de ser tratada assim. Cada dia, cada momento em que fala para mim, de mim... trata-me pelo diminutivo e eu sorrio!

Creio que é assim que o Pai do Céu me trata... pelo diminutivo! Ele há filhos muito "mimados", eheheheh.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Correcção!


Não sou perfeita.
Não gosto de fazer aos outros, o que não gosto que me façam a mim.
Não gosto de corrigir ninguém... e grande parte das vezes, tolero as fragilidades dos outros.

Mas... quando se está num determinado estatuto, o exemplo deve ser dado. Obrigatóriamente!
Quando o estatuto... é o de "conduzir" para... é preciso cuidado!

Havia prometido a mim mesma que corrigiria de forma fraterna. Levei tempo demais... primeiro quis perdoar.

Depois do perdão concedido, arranjei a tranquilidade para encontrar as palavras apenas necessárias. Já o fiz! Sinto-me tranquila comigo própria, feliz e liberta. Decididamente... afasto-me destas atitudes, que se repetiram pelo menos 2 vezes. Dei o beneficio da dúvida na 1ª vez... agora chega! Para mim chega!

Fim de capitulo... viro a página e venha o próximo capitulo!



 

E porque achei bonito...

... deixo aqui esta belissima reflexão do Pe. Luizinho.

 

Fonte: Aqui

 

A riqueza de se ter um amigo padre

Por Padre Luizinho no dia ago 4th, 2011 sobre Amizade, Espiritualidade, Formacao.

 
Neste mês de agosto em cada Domingo a Igreja meditará sobre uma vocação,
neste 1° Domingo a liturgia vai refletir sobre a vocação sacerdotal.


 

 Dia 04 celebramos São João Maria Vianey patrono de todos os sacerdotes. Começo perguntando, você tem um amigo padre? O sacerdote é um amigo de trincheira, ouvi um padre experiente falar isso e fiquei meditando. Veio na minha cabeça a imagem de uma guerra e aquelas trincheiras formadas por sacos de areia que escondem vários soldados ou aquelas trincheiras feitas por grandes buracos no chão para que eles possam se proteger e contra atacar.
Pensei também em tantos filmes belíssimos de guerra que eu já assistir e aquele soldado que arrisca a vida para salvar o pelotão e até mesmo para salvar aquele único amigo machucado que ficou para trás. Ser amigo de trincheira é não ter nada a perder a não ser o amigo, é saber agir junto e ao mesmo tempo ser rápido para agir sozinho em favor do outro. Companheiro combatente onde a única verdade não é minha reputação ou voltar para casa, realizar meus sonhos, a única verdade que habita o coração combatente do amigo sacerdote é salvar a vida, mesmo que não seja a sua.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai (João 15,15). Amizade verdadeira é aquela que segue a estratégia do conhecimento, os meus amigos padres seguiam as trilhas do coração, primeiro do coração de Deus, achando sempre um atalho para o coração do amigo. Como o bom pastor conhece até a voz (cf. Jo 10). Crescer nesta amizade é não ter medo de arriscar, acreditar sempre que o outro pode fazer mais e melhor. Neste caminho se exercita bastante a fé, a paciência, o discernimento e a confiança de quem espera o amigo ter mais capacidade de superar do que de vencer. Procura viver a misericórdia porque antes de tudo toca na sua miséria, este soldado amigo não precisa se camuflar, porque a verdade é a sua maior defesa. Grande experiência de fé e vida no ser humano é ter um amigo padre!
A amizade sacerdotal é uma escola, digamos que seja um discipulado onde hora se é discípulo e hora você é mestre. O padre é uma pessoa escolhida por Deus primeiro e que tem a capacidade de te conhecer e lapidar alma e coração, mas ele também é lapidado. Pois eu posso te dizer um sacerdote é um amigo muito especial não porque sou padre, mas porque eu tive e tenho grandes amigos padres. Meu primeiro amigo padre foi monsenhor Jessé Torres, ajudou-me a encontrar Jesus e minha vocação, monsenhor Jonas Abib, aprende a ser padre com ele. Pe José Carlos e Pe Cícero caminhamos juntos no árido deserto do sofrimento onde construímos a vocação e amizade, padres Edmilsom, Wagner, Jurandir… O padre tem necessidade também de autênticas e verdadeiras amizades que o acolham na sua humanidade e fragilidade, mas também que o lembrem sempre da sua grande vocação de homem de Deus.
Que bom padre, estava sentindo falta de nossas conversas, como já disse neste tempo que estou em Lavrinhas a sua amizade foi uma das melhores coisas que me aconteceu aqui, um presente de Deus. Pode contar comigo pro que der e vier…


O Padre mendigo que confessou o Papa João Paulo II
Há alguns dias, no programa de televisão da Madre Angélica nos Estados Unidos (EWTN), relataram um episódio pouco conhecido da vida do Papa João Paulo II, li também no livro do Dom Rafael Cifuentes “Sacerdotes para o terceiro milénio, mas é um belíssimo exemplo de humildade e misericórdia de um coração que soube ser amigo da humanidade:
Um sacerdote norte americano da diocese de Nova York se dispunha a rezar em uma das paróquias de Roma quando, ao entrar, se encontrou com um mendigo. Depois de observá-lo durante um momento, o sacerdote se deu conta de que conhecia aquele homem. Era um companheiro do seminário, ordenado sacerdote no mesmo dia que ele. Agora mendigava pelas ruas.
O padre, depois de identificar-se e cumprimentá-lo, escutou dos lábios do mendigo como tinha perdido sua fé e sua vocação. Ficou profundamente estremecido. No dia seguinte o sacerdote vindo de Nova York tinha a oportunidade de assistir à Missa privada do Papa e poderia cumprimentá-lo no final da celebração, como é de costume. Ao chegar sua vez sentiu o impulso de ajoelhar-se frente ao Santo Padre e pedir que rezasse por seu antigo companheiro de seminário, e descreveu brevemente a situação ao Papa.
Um dia depois recebeu o convite do Vaticano para cear com o Papa, e que levasse consigo o mendigo da paróquia. O sacerdote voltou à paróquia e comentou a seu amigo o desejo do Papa. Uma vez convencido o padre mendigo, levou ao seu lugar de hospedagem, ofereceu-lhe roupa e a oportunidade de assear-se.
O Pontífice, depois da ceia, indicou ao sacerdote que os deixasse a sós, e pediu ao mendigo que escutasse sua confissão. O homem, impressionado, respondeu-lhe que já não era sacerdote, ao que o Papa respondeu: “uma vez sacerdote, sacerdote para sempre”. “Mas estou fora de minhas faculdades de presbítero”, insistiu o mendigo. “Eu sou o Bispo de Roma, posso me encarregar disso”, disse o Papa.
O homem escutou a confissão do Santo Padre e pediu-lhe que por sua vez escutasse sua própria confissão. Depois dela chorou amargamente. Ao final João Paulo II lhe perguntou em que paróquia tinha estado mendigando, e o designou assistente do pároco da mesma, e encarregada da atenção aos mendigos.


Oração: Obrigado Senhor pelo dom da amizade, ela é uma vocação tão rica e necessária para os nossos dias. Dai aos nossos sacerdotes a graça de serem profundamente amigos do Coração de Jesus e Maria para que eles saibam ser amigos e companheiros do teu povo. Concede também Senhor que os nossos padres encontrem em meio ao seu trabalho pessoas amigas que possam ser para eles um sinal de Tua presença confortadora. Que pela fé e pelo poder do Divino Espírito Santo sacerdotes e leigos descubram a graça da direção espiritual através da amizade e possamos viver como as primeiras comunidades: “eles tinham um só coração e uma só alma”.

Dia do Padre



                                                 


Oração pelos Sacerdotes
Senhor Jesus, presente no Santíssimo Sacramento do  Altar, que vos quisestes perpetuar entre nós por meio de vossos sacerdotes, fazei com que suas palavras sejam somente as vossas, que seus gestos sejam os vossos, que sua vida seja o fiel reflexo da vossa. 

Que eles sejam os homens que falem a Deus dos homens e falem aos homens de Deus. 

Que não tenham medo de servir, servindo a Igreja como ela quer ser servida. 

Que sejam homens, testemunhas do eterno nosso tempo, caminhando pelas estradas da história com vosso mesmo passo e fazendo o bem a todos. 

Que sejam fiéis aos seus compromissos, zelosos de sua vocação e de sua entrega, claros reflexos da própria identidade e que vivam com alegria o dom recebido. 

Tudo isso vos peço pela intercessão de vossa Mãe Santíssima: ela que esteve presente em vossa vida, esteja sempre presente na vida dos vossos sacerdotes. Amén.
Fonte: Aqui

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tenho meditado...

... por estes dias, sobre a amizade e encontrei algures aqui na net, este belo texto.



Vou pegar na frase: "É a certeza da mão estendida."

Quando passamos por momentos difíceis, temos a tendência de procurar alguém... alguém que nos conheça, alguém em quem tenhamos confiança. Se adoecemos e temos um amigo que é médico ou enfermeiro, vamos concerteza pedir-lhe ajuda, não só porque é a sua área de acção, mas porque também é nosso amigo. Temos aqui a nosso favor, o factor da amizade (que nos dá confiança) e o factor profissional (sabedoria).

Mas... se ao invés, de este amigo nos atender, de nos ouvir... ele optar por não fazê-lo, limitando-se apenas á indiferença... só podemos tirar 2 conclusões:

1 - Ou é um mau amigo.
2 - Ou é um mau profissional.

Podemos dissertar, divagar até... pode este ter problemas, não querer envolver-se emocionalmente no caso, etc... mas terá sempre que o verbalizar, sob pena de aumentar a "dor" e "angustia" do amigo que o procura.

Olho a vida... de fora e de dentro... vejo tanta dor, tanto sofrimento desnecessário... tanta superficialidade, que me dá vontade de gritar... A VIDA NÃO É ISTO!!!



Acredito na importância dos beijinhos e abraços na amizade... são sinais exteriores da mesma, mas na maioria dos casos é só isso mesmo - sinais exteriores de amizade!

A amizade é muito mais...

é fazer-se presente na ausência!
é saber que nada há a fazer e mesmo assim, fazer acreditar nos impossíveis!
é olhar os nevoeiros da vida e fazer ver, os raios de sol que virão!



Um dia ouvi : "Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais!" - Não me recordo do autor.

Neste período... fiquei tentada a assumir esta frase como verdade, confesso. Mas... na realidade, cada vez que conheço mais os animais... mais me sinto inspirada a acreditar nas amizades sinceras e puras! Os animais, não são dotados de razão... logo as suas atitudes são puramente instintivas... se com tantas diferenças, é possível a convivência tantas vezes harmoniosa entre seres irracionais (animais), também entre nós, Humanos, obrigatoriamente a convivência terá de ser sadia e harmoniosa. Sim! Isto é vida!

O que achas tu?