segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Nem sempre sei...


... como N. Senhor, me confia certas "coisas"!

Tenho andado para aqui, com o meu interior às voltas... vai que dou 1 passo para a frente, vai que dou 2 passos para trás... entre as humilhações, o mau julgamento e desprezo de terceiros, vou dando luta a isto, que normalmente chamamos de dia-à-dia!

Hoje N. Senhor, trouxe-me uma mãe de coração atribulado e triste...  almoçámos juntas e sózinhas (acho que pouca gente trabalha no dia a seguir ao Natal), conversámos de muito... partilhámos alegrias e alguns episódios menos alegres...

O coração sábio de uma mãe, consegue antever muito. Não porque tenha algum poder paranormal, mas porque é experiente, atento, cauteloso e acima de tudo ama incondicionalmente. O coração desta mãe, antevê um matrimónio destruido... entre lágrimas e soluços, contava-me o quanto sofreu no inicio do seu casamento, o quanto aguentou e que na verdade, valeu a pena...

Tratando-me pelo diminutivo, adiantava que era mesmo isso que aconselhava a quem lhe "aperta" assim o coração... "os meus netinhos, que é o melhor que eu tenho...".

Eu, que tenho andado só Deus sabe como... incentivei-a a ofertar a N. Senhor, as suas lágrimas, por eles. Ouvi-a com caridade; ocorreu-me ensiná-la a ofertar a sua dor, a sua falta de vontade em fazer (seja lá o que for, não tem vontade de nada.), as suas lágrimas... enfim, tudo! Já nada mais me ocorria e disse-lhe: "rezarei por eles". Chorou mais... abri os meus braços e abracei-a... acredito na "terapia" do abraço. Não tem grande sabedoria, esta terapia... consiste apenas em:

- Abrir os braços e acolher com caridade, quem sofre!
- Apertar com força, inspirando confiança a quem sofre!
- Rezar! 

Prometi-lhe que rezaria, por esta sua intenção... apertei-a nos meus braços e dei-lhe um beijinho no rosto... proferindo novamente o meu diminutivo disse: "...gosto tanto de si!" - A quem fez melhor, aquele abraço? A ela, ou a mim?


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