segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Esoterismo - "Escute... ela só faz o bem às pessoas!" (Parte I)

(Imaculada Conceição)


Já todos sabem que sou católica! Partilhei que iria ouvir a voz da igreja, sobre os maleficios do esoterismo e eles falaram-me da tia deles...

"Aquela mulher tem sofrido, mas tem sofrido... mas só por ajudar pessoas."

"Como assim?" - Perguntei-lhes.

"Ela tem um dom, vê os mortos... um senhor é que a ajudou muito. Ele atendia pessoas e ela ia para lá, não fazia nada, ficava só lá... mas o senhor morreu e ela hoje parece um farrapo... até para andar..."

Sem grandes questões e num desembaraço (meu), sem igual disse-lhes: "Isso é opressão diabolica. Deve ir ao Padre e contar tudo, confessar e pedir-lhe ajuda."

Argumentaram, dizendo que nunca fez mal a ninguém... só o bem. Falei-lhes em alguns temas que o Padre Exorcista Gabriel Amorth, relata nos seus livros, prometi emprestar-lhes os livros que tenho. Entre o choque, a dúvida, o susto e a incredulidade... senti tudo isso, naqueles rostos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sagrada Comunhão!


O marido morreu-lhe após doença prolongada. Foram muitos anos de vida em comum, a idade essa já pesa... mandaram rezar uma Missa. A familia e amigos foram em peso, gente que não conhece Deus.

No momento da Sagrada Comunhão, perguntou à filha: "Não vens?" - A filha vive maritalmente sem nunca ter contraido matrimónio, a neta... não foi baptizada... regressando ao seu lugar, depois de ter tomado N. Senhor, falava com  todos os conhecidos que encontrava... não era uma postura "normal"...

Pois que as suspeitas se vieram a confirmar;

- Há anos que não ía à Missa!


Sem querer julgar deixo aqui um excerto da carta de S. Paulo aos Corintios:

1Cor 11, 27 - 29

27*Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. 28Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; 29pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação.


 

Oração Reparadora de Fátima


Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sempre gostei...



... de ter umas mãos bonitas, com dedos finos e longos. Mas não tenho!

Tem idade suficiente para ser minha mãe, hoje veio almoçar com a irmã - chamo-as de manas, dá gosto ver umas manas tão próximas. Falámos de politica, da crise e da saúde, ou a falta dela... a consulta está marcada para breve e eu sei que estará em boas mãos, conheço o Doutor, é bom médico e Crente em Deus!

Agarrou-me na mão e disse: "tem umas mãos tão bonitas, tão macias... como eu gosto de olhar para as suas mãos. Nunca dá por isso, mas dali, do meu lugar gosto de admirar as suas mãos." - Fazendo-me uma caricia no rosto rematou: "É tão bonita!"

Sorri-lhe... e sem palavras adequadas, ou qualquer coisa que lhe valesse... respondi-lhe apenas: "sempre achei, as minhas mãos feias..." - Repreendeu-me e eu aceitei...pois que, se não são bonitas pelo que são, que sejam então bonitas, pelo que fazem! 


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Falávamos sobre "pecado"...



"Oh, mãe... a preguiça também é pecado?" - Aquele rostinho deixava denunciar, desilusão e incapacidade própria. Respondi-lhe que sim, que a preguiça também era pecado. 

"Oh, mãe... mas a cama é tão quentinha, sabe tão bem... eu, nunca vou conseguir..." - Sorri-lhe em jeito de esperança e adiantei:

"Meu amor, até alguns santos sentiram preguiça, mas nunca se deixaram vencer por ela. A caminha quentinha, sabe  bem a todos nós... mas deixarmos de fazer as nossas obrigações, para ficar na caminha quentinha, isso sim é pecado."

"Os santos, mãe? Mas, são santos!" 

"Os santos também pecaram, mas nunca deixaram de lutar contra o pecado. Um dia que te lembres, fala com o Sr. Padre sobre a preguiça e depois ouve-o com atenção."
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"Eu, só sei o Padre Nosso"?!



Morreu-lhes um ente querido, tão querido, que até lhe vão mandar rezar uma missa e fazem questão de estar presentes.

Não sei se a preocupação, seria a de parecerem que estão habituados a ir à Missa, ou se por outro lado ( eu quero acreditar nesta ultima hipotese), seria a de se portarem como a gente de fé, que pede a Deus que receba os seus entes queridos, que estes encontrem a paz e o descanso eterno.

Hà os que nada sabem, os que sabem a Avé-maria e Pai-Nosso, os que não sabem fazer o Sinal da Cruz e a que só sabe o "Padre-Nosso".  Perguntaram-me se a Missa durante a semana, demorava o mesmo tempo... ou se era mais breve.

Uma vez que estávamos a falar ao telefone, expliquei-lhes por sms como se fazia o Sinal da Cruz... mas ocorreu-me alertá-los para se ajoelharem no momento da Consagração, porque era JESUS que se fazia ali presente... ora bolas, que a Missa é toda ela importante... isto não se explica, vive-se!

Que esta alma tenha a paz eterna e estas almas, que lhe mandam rezar a Missa... se deixem encontrar por JESUS!.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

É Grave Prestar Serviço na Igreja? (Parte III)


Continuação


Reparar em famílias que eram verdadeiros portos de abrigo, creio que já foi um grande passo... mas daí a acreditar que era possível, eu ter uma família... que fosse esse porto de abrigo, era talvez arrojado demais.

Talvez, muitos me vejam como uma mulher obstinada... mas sou antes, decidida! Escolho, quero e vou à luta... mesmo que para isso, me veja dolorosamente só!

Quando a minha voz já se fazia ouvir, comecei por fazer as minhas próprias escolhas e sabia bem o que queria. Com uma estranha certeza, afirmava que o melhor de mim estaria guardado para quem realmente o merecesse. Muitos foram os que se sentiram afrontados com tamanha determinação, até mesmo aqueles que pela lei da natureza, me deveriam ensinar a escolher o melhor... até esses se sentiam afrontados... humilhando-me com palavras e actos, deixaram-me abandonada à minha sorte... parti só!

Ao meu redor, tinha uma imensa solidão... um vazio gélido e pesado demais. Aproximou-se de mim um punhado de gente boa, como que montaram guarda em meu redor... muitas vezes me questionei, se valeria a pena tão grande luta por aquilo que quase ninguém parecia acreditar! A trabalhar honestamente, com um vencimento parco, deitei a mão a tudo o que me desse mais algum rendimento, de forma honesta. 

Com cada gota do meu suor, fiz o meu humilde enxoval, paguei o meu vestido de noiva - branco, simples, mas muuuuito bonito. Paguei a passadeira vermelha na Igreja, a marcha nupcial... e o Padre ofereceu o valor do processo de casamento. 

Hoje vejo, o que na altura me era completamente invisível...

É possível florescerem flores em pântanos! Com a Graça de Deus, foi possível aguentar todas as dificuldades, passar por provações, momentos de verdadeira noite escura... acreditando sempre, que era possível construir no meio de escombros... não por vã glória, nem por qualquer outro tipo de afronta... mas porque, era isso que eu sentia dentro de mim, era isso que eu desejava desde sempre: Uma família que fosse um verdadeiro porto de abrigo. 

O que semeei, foi regado com muitas lágrimas... e o que eu quero colher lá mais à frente, são flores bonitas, num jardim muito mais bonito. Assim sendo, seria grave deixar para trás o muito que Deus me confiou, e esse muito é a minha família, que tanto amo! Talvez alguém seja teimoso, por não se deixar encontrar por Jesus... mas um teimoso, não teima sozinho... 

Porque N. Senhor me protegeu tanto? Não sei... mas aceito com gratidão!

Estas partilhas, foram escritas ao som da Irmã Glenda, por isso acredito que foram bem rezadas. Já se viu, que não abro mão daquilo em que acredito, que quero e sei que é bom não só para mim, mas para com todos os que comigo cruzam!


É Grave Prestar Serviço na Igreja? (Parte II)



Durante muitos anos, afirmei nunca querer casar. Não o dizia da boca para fora, nem porque pretendia uma "relação aberta", sem qualquer compromisso sério ou algo do género a que lhe chamam erróneamente modernices. Cresci sem amor, sem afectos... sem uma família estruturada e sólida. Não queria causar o mesmo sofrimento, que me tinham causado a mim... nenhum inocente merece isso! Era uma criança e pensava assim... muito embora desse comigo a sonhar, a sonhar com um casamento religioso... com tudo a que os noivos têm direito!

Como pensar em constituir uma família, se o que eu conhecia mais próximo do conceito de família, não resultava, não funcionava... não me fazia a mim feliz, nem aos que me rodeavam?!

As meninas, têm a mania de sonhar com princepes... que as levam no seu cavalo branco, para um castelo longínquo, no reino da fantasia onde só há felicidade. A maioria das meninas, sonham assim acordadas... fazem os seus "castelos no ar".  Na minha adolescência, mantive-me longe dos namoricos... e um dia, como que a "gritar com Deus" (isto não se faz), exigi-lhe um irmão mais velho, que fosse mesmo meu amigo... que me ouvisse, que me protegesse... a "canalha" (miudagem) tem destas coisas, pedir impossiveis a Deus!

Sabia, que não se manda em Deus... e senti-me profundamente envergonhada, tão envergonhada que nem ousei confessar esta falha... Deus lá haveria ter forma de não levar em conta, o que eu havia pensado aos gritos!

Toquei a minha vida, com a força que tinha e com a que fui descobrindo no meu caminhar....

Sempre fui uma observadora nata, gosto de olhar os outros, não por vã curiosidade... não sei explicar, gosto de absorver o que os outros têm de melhor. Com o tempo, fui verificando que havia familias felizes, estruturadas, funcionais... eu queria aquilo para mim!

(continua)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

É Grave Prestar Serviço na Igreja?



Na igreja, encontramos vários serviços confiados aos leigos. Temos a exemplo disso; a decoração dos altares; a limpeza da igreja; o serviço de cartório (burocrático); a catequese; a visita a doentes levando-lhes a comunhão; apoio caritativo aos mais necessitados, etc...

Também eu estive ao serviço da igreja. Quando me convidaram, senti um forte desejo em dizer sim e um forte desejo em dizer não! Eu, explico!

A vida familiar e profissional, rouba-me muito tempo. Passo mais de 12horas fora de casa, logo a lida da casa, apoio familiar (marido e filhos) e o descanso necessário... estava confinado a um horário reduzido. No meio de um horário semanal tão desgastante, dedicava várias horas ao serviço na Igreja. Regra geral, não tinha um momento para me sentar no sofá, em familia, em lazer!

As discussões foram surgindo, a cobrança de atenção, por parte de quem não tem fé, e que teima em não conhecer a Deus. O desgaste de quem quer fazer bem as suas obrigações, próprias da sua vocação e que ainda assim quer servir o irmão, para que este conheça mais Jesus... é no minimo uma luta, inglória!

Numa aula de Moral, o Sr. Padre falava no conceito de pecado, nos 10 Mandamentos... alertava-nos para o Pecado de Não Mimar a Familia, e dizia em tom sério:

-"É um pecado que nunca oiço em confissão. Cuidado! É muito bom, para os senhores Párocos, ter pessoas empenhadas nas suas paróquias... mas cuidado! Não deixem os vossos para trás!"

Saí dali a meditar no que tinha ouvido... senti-me informada na verdade e liberta duma falsa culpa... a "culpa" de conhecer Jesus e de não servir a igreja.

É preciso discernir! É preciso perceber, se a familia caminha toda na fé e entende na integra o que é o "Serviço", não será nunca um estatuto social, um cargo... será sempre "serviço" e haverá sempre a componente do sacrificio, mas se todos caminham em Cristo e para Cristo, estarão em sintonia e em tudo partilharão dos mesmos sentimentos. Como posso falar de JESUS, a alguém que se sente "lesado"? Como posso falar de JESUS, do Seu infinito Amor e Misericórdia, a alguém que só vê stress, cansaço extremo e multiplas tarefas em cima dos mesmos ombros?

Por tudo isto, é necessário discernir. Não é porque servimos a igreja, que estaremos no bom caminho, sirvamos primeiro os nossos com amor, dedicação, carinho... mimando-os, com alegria, com disponibilidade e depois... falemos-lhes de JESUS!







sábado, 14 de janeiro de 2012

O Combate Espiritual (Parte II)



Entre todos os meus afazeres diários, obrigações de mulher, mãe e dona de casa, consegui de forma extraordinária estar presente. Ouvi a explicação do que era o movimento Legião de Maria, e destacou-se a frase: 

- "É um movimento de combate espiritual." - Associei então à imagem das duas espadas que lutavam entre si.

No fim da reunião e da explicação, percebia no meu intimo que não tinha como participar em tal movimento. Nem o dia da semana me dava jeito para ir à reunião, nem as actividades sugeridas... não tinha como. 

Em jeito de conclusão da referida reunião o Pároco referia-se a este movimento, com as seguintes palavras:

- "É nitidamente uma obra de N. Senhora."

O meu coração sorria, e eu também! Percebi naquele instante, que meses antes, N. Senhor me havia dado esta intenção para rezar - Uma obra de N. Senhora, de combate espiritual! Haveria esta, de ser semeada ali, na minha paróquia, eu não podia participar activamente, mas podia rezar!

Às vezes, percebo e persinto que N. Senhor me confia "muito"... e para ser franca, tenho medo... medo, porque sou pequenina, frágil e impotente. Apenas oro e ofereço os meus sacrifícios, dores, lágrimas e... até eu mesma!





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Combate Espiritual!



O "meu" Pároco, tem por hábito reunir-se periodicamente com cada grupo da sua paróquia. Essas reuniões, são pautadas, pela oração, formação e tratamento de casos práticos.

Numa  dessas reuniões, começámos por um momento de Adoração Eucaristica.
Ajoelhada diante de N. Senhor, tenho a noção de que, não lhe disse muito... não consigo rezar de mãos abertas... sinto-me mais impelida a colocar as mãos, como N. Senhora é representada na Sua imagem de Fátima. Não sei explicar porquê...

Recordo, que me coloquei apenas diante D'Ele. A dada altura, era-me inspirada uma imagem - duas espadas lutavam entre si, sózinhas - não entendi, mas continuei ali diante de Jesus. De seguida, era-me inspirada uma nova imagem... - apenas a silhueta de N. Senhora (esclareço que não se trata de visões), e uma frase que pulsava no meu coração: "É nitidamente uma obra de N. Senhora." Apenas isto!

Não senti fogo algum no coração, nem nada de extraordinário... aliás, não entendi nada. Depois desse momento, inclui tudo isto nas minhas orações, assim mesmo, sem entender nada.

Meses mais tarde, não recordo quantos, no fim da Missa o Pároco convidava a comunidade para uma sessão de esclarecimento sobre o movimento: Legião de Maria.


(continua)


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Prenda de Natal!



Recomendo vivamente este livro! 

Uma conversa de amigos, que fala de Deus, da humanidade e da sociedade. Frei Fernando Ventura e o jornalista Joaquim Franco!

É daqueles livros, que nos imaginamos a uma mesa redonda em amena cavaqueira!

Editora: Verso de Kapa - podem encontrar na Fnac.

Gosto muito...


... de gatos!

Gosto da sua independência. Tanto nos dão a sua barriga para fazer festas, como nos arranham para nos dizer basta. Esta é das poucas atitudes dos gatos, de que não gosto.

Gosto quando se aninham junto de nós  no sofá, sem nada pedirem... limitam-se a estar apenas, a fazerem-se presentes!







quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Pergunta... (Parte II)



Prefiro arrepender-me porque fiz, porque disse... com boa intenção e sinceridade, do que arrepender-me por omissão!

Já respondi!


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Pergunta...






... que me foi feita, deixou-me... desconcertada! 

Puxaram-me o tapete, quando necessitava encontrar terra firme!
Silenciaram-se, quando necessitava de uma palavra de conforto... coragem até!
Mesmo ao meu lado direito... ignoraram-me, como se eu fosse invisível!

Em tudo isto... baixei os olhos ao nível do chão... desejei chorar, mas sentia-me seca, nada mais havia em mim... despojada de mim mesma disse a Jesus: "em Tuas mãos, entrego o meu espírito."

Em cada conta do meu rosário, entregava tudo o que já não tinha... e dei por mim a meditar na Agonia de Jesus, no Horto. Nada mais era, que o resultado da fragilidade humana... a sua plena fraqueza!

Houve momentos para tudo... para a indignação, para a revolta, para o julgamento, para o arrependimento, para o perdão até...

Depois de passar por tudo isto em silêncio... creio que nada me obriga a responder a questão alguma! Até porque... meditando bem, acho que se enganaram no destinatário da referida pergunta.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"Então... quem é o Espírito Santo?"


Hoje quando cheguei para almoçar, estava ela sozinha! Falámos de coisas práticas, de negócios e outras coisas do género (tudo muito trivial).

Pouco tempo depois, chegou o seu marido. São um casal jovem, casados apenas +/- uns 2/3 anos e têm um bebé! Sei do muito que passaram logo a partir da lua de mel, dos abortos expontaneos e muito mais. São pessoas boas, mas que conhecem mal Deus, ou conhecem pouco... quem sou eu para os rotular?!

Pelo papel da maternidade, nós as duas falamos muito mais, trocamos experiências, saberes, dicas e por vezes ajuda (tanto uma, como a outra). Não recordo muito bem, como a conversa foi parar ao tema da religião. Não ando por ai, de Biblia na mão a pregar que nem uma louca, mas todos sabem que sou católica e que amo a JESUS e N. Senhora!

O marido, afirmou-se licenciado, inteligente e capaz de pensar, e que por isso mesmo, por ter estudado filosofia, tinha muitas dificuldades em acreditar em Deus, na Igreja...sou ateu, pronto! Ouvi-o com atenção e disse-lhe, que o respeitava! 

Afirmei que não sou licenciada, mas que gosto de reflectir, de ler e aprofundar tudo aquilo por que me interesso, que gosto. Para mim, a conversa tinha morrido ali, à nascença. A esposa, indagou e puxou pelo tema da religião e falámos de muito... das dificuldades que encontro na caminhada de fé, do caminho de perfeição a que todos somos chamados.

As perguntas deles eram tantas... sérias, sem esquemas ou mal intencionadas. As minhas respostas eram simples, o mais simples que possam imaginar.

Deixo aqui alguma perguntas e respostas: 

- Mas quem é Deus Pai? 
- É Deus! 
- Sim! Mas quem é?
- Nunca O vi, mas acredito N'Ele! Não sei se É grande, baixo, se tem cabelos compridos ou barbas brancas... nunca O vi!

- Então quem é Deus Filho?
- É JESUS! Encarnou sob a forma humana, fez-se pobre e morreu para nossa Salvação! Veio-nos mostrar como é ser Grande, é fazer-se o mais pequeno de todos!

- Então... e quem é o Espirto Santo?
- É o eterno Abraço entre o Pai e o Filho! É todo esse amor!

- Mas... escute lá! Então Jesus, não casou com Maria Madalena?
- Não!
- Mas, eu li o livro "x" e vi o quadro no Louvre... estava lá, aquele quadro a que a Igreja Chama de Ultima Ceia, e que no livro dizem ser a boda do casamento de Jesus!

- Quem foi o artista, que pintou o quadro?
- Não me recordo do nome.
- Certamente não viveu no tempo de Jesus, não conviveu com Ele e muito menos esteve presente naquilo a que eu chamo e acredito que seja,  a Ultima Ceia. Por certo, o artista desenhou e pintou segundo a sua sensibilidade, a sua percepção de Jesus e da fé, e talvez errónea. Falamos de um tempo, e de culturas onde a mulher não tinha um papel de destaque na sociedade e creio que não se sentavam à mesa com os homens (por razões culturais), além dos discípulos, as mulheres, entre elas N. Senhora, acompanhavam-nos para todo o lado, para os servir! Eu... também não estive lá! Não vi... mas acredito na Biblia!

- Mas quem escreveu a Biblia?
- A Biblia, é um conjunto de livros que foram escritos antes e depois de Jesus.

- Ah! Então, não foi Jesus!
- Claro que não! Tudo o que foi acontecendo, foi sendo passado de geração em geração oralmente. Nem todos sabiam ler e escrever, era um luxo! Com o passar do tempo, e não foram os que que viveram na presença de Jesus, acredita-se que tenham transmitido a quem soubesse escrever... e essas experiências fortes e reais foram passadas para o papel. Houve um longo periodo de escolha dos livros, que viriam a formar a Biblia e por isso tanto se fala nos Evangelhos Apócrifos...

- No quê?!!!!!!!
- São evangelhos que não oferecem credibilidade...
- Como assim?
- Tenho que ir... estou na  minha hora, continuamos noutra altura!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Lamento...


... mas não mudarei!

Antes de mais, desejo a todos um Ano 2012 repleto das bênçãos de Deus!

O meu dia começou com uma Bênção de Deus (não sei se foi a noite que começou com uma bênção, ou o dia... o que é certo é que eu, dormia), a manhã correu bem e na hora de almoço revi uma amiga. Aquela a quem dei o Terço e o Devocionário da Divina Misericórdia. Aquela mesma... a quem ensinei a ofertar tudo a Jesus, pelas suas intenções!

Hoje éramos mais... é a normalidade que se vai instalando no quotidiano de cada um. Apanhei-a a jeito e perguntei-lhe como tinha corrido tudo. O seu sorriso denunciava-a bem. 

Contou-me o quanto foi boa a Passagem de Ano em família, com os seus. Correu tudo muito bem! Foram estas as suas palavras, mas adiantou-se... e contou mais, que ficara adoentada e que ontem mesmo sem força anímica alguma, entraram-lhe porta a dentro filho, nora e netos... de passagem mas em visita alegre, fraterna e tranquila...

O que tem sido o seu grande martírio, ontem caiu por terra... e só me ocorre aquele cântico: "se começarmos a orar, este templo treme, este templo tremerá..."

O meu coração, não parava de sorrir... os meus olhos de "criança" espantada (ainda me espanto com as maravilhas de N. Senhor) pareciam dois faróis em máximos... mas adverti-a que deveria rezar em sinal de agradecimento! Com cumplicidade dizia-me que rezaria por mim (nem ela sonha, como eu preciso)... comovi-me! 

Referindo-se ao pequeno Devocionário da divina Misericórdia, adiantava: "gosto tanto de o ler e rezar..." - noutros tempos, já teria pedido aconselhamento sobre o que fazer de seguida, o que lhe dar... ou aconselhar, para que haja continuidade, para que se reacenda aquela pequenina chama que luta por se reacender, mas que ainda há muita ventania, pronta a extingui-la.... oh, apre! Que ainda ando com esta questão embrulhada... não há meio de encontrar um novo director espiritual, nem confessor certo! 

Mas por tudo isto que aqui partilho, não mudarei! Continuarei a dar o meu sorriso a quem precisa, continuarei a abraçar quem precisa e continuarei a rezar, por quem precisa... (carinho e atenção em formato puro, nunca fizeram mal a ninguém) o resto, hum... decididamente, não é meu! Se nada disto merecerem, não é meu! Isso não me pertencerá, jamais!

Concha; Ailime e Utilia; estas linhas são dedicadas a vocês! Porque assim o sinto! 

Um grande beijinho fraterno e votos de um Ano Novo muito abençoado!

Para concluir... mais uma vez repito: "Depois da bênção de Deus, vem a Graça de Deus."