terça-feira, 17 de janeiro de 2012

É Grave Prestar Serviço na Igreja? (Parte II)



Durante muitos anos, afirmei nunca querer casar. Não o dizia da boca para fora, nem porque pretendia uma "relação aberta", sem qualquer compromisso sério ou algo do género a que lhe chamam erróneamente modernices. Cresci sem amor, sem afectos... sem uma família estruturada e sólida. Não queria causar o mesmo sofrimento, que me tinham causado a mim... nenhum inocente merece isso! Era uma criança e pensava assim... muito embora desse comigo a sonhar, a sonhar com um casamento religioso... com tudo a que os noivos têm direito!

Como pensar em constituir uma família, se o que eu conhecia mais próximo do conceito de família, não resultava, não funcionava... não me fazia a mim feliz, nem aos que me rodeavam?!

As meninas, têm a mania de sonhar com princepes... que as levam no seu cavalo branco, para um castelo longínquo, no reino da fantasia onde só há felicidade. A maioria das meninas, sonham assim acordadas... fazem os seus "castelos no ar".  Na minha adolescência, mantive-me longe dos namoricos... e um dia, como que a "gritar com Deus" (isto não se faz), exigi-lhe um irmão mais velho, que fosse mesmo meu amigo... que me ouvisse, que me protegesse... a "canalha" (miudagem) tem destas coisas, pedir impossiveis a Deus!

Sabia, que não se manda em Deus... e senti-me profundamente envergonhada, tão envergonhada que nem ousei confessar esta falha... Deus lá haveria ter forma de não levar em conta, o que eu havia pensado aos gritos!

Toquei a minha vida, com a força que tinha e com a que fui descobrindo no meu caminhar....

Sempre fui uma observadora nata, gosto de olhar os outros, não por vã curiosidade... não sei explicar, gosto de absorver o que os outros têm de melhor. Com o tempo, fui verificando que havia familias felizes, estruturadas, funcionais... eu queria aquilo para mim!

(continua)

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