segunda-feira, 30 de abril de 2012

Falar do Bom Pastor...

é falar de JESUS!


Olho para esta imagem, tirada aqui da net, e vejo-a como que sendo a realidade.

Quantas vezes me senti protegida de verdadeiras "feras"?
Quantas vezes me vi livre de perigos?
Quantas vezes me vi ao colo de JESUS, tal e qual a ovelha perdida?

Não terei jamais palavras de gratidão, suficientes... nada que eu possa oferecer a JESUS, me parecerá suficiente, face a tão grande gratidão que LHE sinto!

Obrigada, JESUS!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Gostava de dizer...

... pessoalmente: "meu irmão, perdoo-te!"

Na verdade, o "escaldão" foi tão grande, que nos próximos 30 anos, não me aproximo! Perdoo, no meu coração e rezo, rezo como tenho rezado desde a 1ª hora, para que N. Senhor não lhe falte.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Comovi-me...


... após ter pedido oração ao meu Pároco. As suas palavras, confirmaram-me na fé... no caminho... ciente da minha pequenez e fragilidade, esperava correcção. No fim, confiou uma vez mais à minha oração, as suas intenções, que são muitas e diversas. Já nem lhe digo que sim, pois este não é um compromisso que tenho para com o meu Pároco, mas sim com JESUS, quando há uns anos em oração me senti inspirada a "entregar-me" a JESUS, por "eles"(imagem de vários rostos, onde constava o rosto deste sacerdote), estava longe de saber que viria a ser o meu Pároco... daí, eu assumir que o meu compromisso é com JESUS!

O que mais me comove? É na sua "ignorância" (desconhece este episódio acima relatado) e simplicidade, confiar-se a si próprio e às sua intenções, à minha oração! E nada lhe pergunto...


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pedi...

... a amigos, para rezarem por mim, por este meu medo.


Não quero, nem gosto deste tipo de sentimentos... e por isso, hoje pedi ao meu Pároco para rezar por mim!



terça-feira, 17 de abril de 2012

Ser Igreja...

... é ser comunidade! É caminhar no mesmo sentido, com a mesma intenção...


Há pessoas que nos evangelizam, mesmo depois de terem partido para a Casa do Pai!
Por agora fico-me por aqui... rezo a N. Senhora, para que me ajude a avançar... a perder o medo de ser Igreja!



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Descobri o valor do abraço...

... há algum tempo, quando finalmente pude viver um luto com décadas de atraso... foi um abraço que me suportou... e, eu quero acreditar que foi na verdade um abraço de Deus Pai!



No fim da Missa de Corpo Presente, quis abraçar as irmãs... eram (e são) uma familia tão unida, que só de olhar para elas, acreditamos na possibilidade da Familia Feliz! Queria abraçá-las... dar-lhes apenas o que poderia dar... mas não havia como, era muita gente... dei um beijinho à mais nova e estendi a minha mão, ao rosto da mais velha... queria mostrar-lhe o meu carinho, pelo menos... surpresa das surpresas... beijou-me a mão! Entendi este gesto, como que um gesto de gratidão... mas não deixei de ficar surpreendida.

Á saida da igreja, encontrei isolada e com lágrimas no rosto, quem havia perdido a mãe há apenas 3 dias... limpei-lhe as lágrimas do rosto e dei-lhe uma abraço apertado... em silêncio... creio que nestas horas, deixo de saber falar... então abraço, sem medo que me julguem mal!




quinta-feira, 12 de abril de 2012

As palavras que não te disse...

... minha querida!


O Pároco confiou-me ás tuas mãos, para que me ensinasses a servir em Igreja e á Igreja... para que me integrasses na tua comunidade... e fizeste-o de forma exemplar e irrepreensivel.

Só Deus e o Pároco, sabiam das muitas dores que eu trazia... sofrimentos desnecessários (isto digo eu), infligidos por uma comunidade "doente". Sim. Doente espiritualmente. Eu havia aprendido da pior maneira, a fazer silêncio... a calar as minhas dores... apenas a ouvir e a falar somente o indispensável! Verdade seja dita, isto não é caminhar em comunidade é antes procurar, sobreviver em comunidade... e descobri isso naquela que era a tua comunidade, onde me acolheram de braços abertos e sorriso no rosto!

Tinhas apenas um defeito... ou melhor, temos as duas o mesmo defeito... ambas gostamos de dar e receber beijinhos... dizias-me ás vezes; "que bom, que somos parecidas... é mais fácil trabalhar assim..."

Descansa em paz, minha querida!


sábado, 7 de abril de 2012

Quero consolar JESUS! Sábado Santo


Reflexão de:
 Concha


Quero Consolar Jesus

A Quaresma, para nós cristãos é sempre um tempo de introspecção, na medida em que no dia a dia nos deixamos frequentemente arrastar por tudo aquilo que o mundo sedutoramente nos oferece. Esta paragem é então oportunidade de reformularmos a nossa vida e ver o que poderá ser alterado afim de que nos aproximemos mais de Deus.

Este é um tempo em que somos convidados ao silêncio no nosso coração. Este silêncio nem sempre é fácil, porque pressupõe que nos esvaziemos de tudo o que nos enche para que haja somente lugar para Deus. 

Deixar o meu egoísmo, o meu orgulho, a minha auto-suficiência, a minha vontade, os meus conhecimentos, para ser apenas vazio é algo que com as minhas forças não consigo.

Este ano impelida nem sei bem porquê, ou antes é claro que pelo Espírito Santo, que nos leva a superarmo-nos sempre e cada vez mais, fiz o propósito de escutar mais a palavra e também de estar mais atenta à murmuração. A minha e a alheia, não alimentando aquilo que muitas vezes vem só camuflado como um pedido de informação. A palavra tal como diz a Bíblia, rega produzindo sempre o seu efeito e a murmuração mata.

Todos os dias às 5:30 da manhã, toca o despertador, para numa igreja aqui próxima e com outros irmãos em Cristo rezarmos as laudes. Sem dúvida que o dia começa cedo, mas não conheço outro modo melhor de o iniciar, fortalecendo-me para tudo o que posteriormente vem à minha vida. Ao fim da tarde também numa igreja próxima rezo as vésperas seguidas da eucaristia. Todos os dias com excepção do sábado e do domingo. Às sextas-feiras também percorro os 14 passos da Via-Sacra associando-me assim ao sofrimento do Senhor na sua paixão e morte.

Posso consolar Jesus de muitos modos: pela palavra discernida e interiorizada, pela oração persistente, pela relação com aqueles que Deus coloca no meu caminho dando testemunho de vida e fazendo com que assim eles adiram às propostas de Jesus. Amar o próximo é consolar Jesus que se encontra no coração do meu irmão.

Nesta Quaresma ao proporcionar condições de aproximação ao outro, nomeadamente familiares, amigos e vizinhos tenho constatado que o Espírito Santo sempre vem em meu auxílio. Isso também não significa que tudo tenha sido um mar de rosas. Juntamente com bênçãos, vêm perseguições. As bênçãos são dom de Deus, as perseguições são pedras no meu caminho para ultrapassar.

 Na bênção apesar de ficar grata a Deus pela graça obtida, há também sempre o perigo de pensar que é mérito meu, enquanto que nas perseguições, posso sentir-me desamparada e até questionar Deus, mas sem dúvida é na tribulação, quando todos os pontos de apoio falham que ouso levantar os olhos ao céu e dizer “Senhor tem misericórdia de mim porque sou uma pecadora”. E Deus nunca nos deixa sós.

Há cerca de seis anos, finalmente abri o meu coração às propostas que Deus me ia apresentando dos mais variados modos e eu cega não via.~

Ontem recebi o telefonema de uma amiga que sendo uma alma boa, teimava em não se aproximar da igreja. Depois de muita insistência, lá marcou para falar com um padre que a esclarecesse naquilo que mais a impedia de se aproximar. Ontem foi com uma voz radiante e segundo ela numa grande paz que me disse, que não só tinha esclarecido as dúvidas como tinha recebido a bênção.

Sem dúvida uma grande alegria!

Há alegria no céu sempre que uma ovelha perdida regressa e há alegria no céu sempre que reconhecemos que “Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida”.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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Amanhã, Domingo de Páscoa, caminhamos com duas Irmãs em Cristo: Dulce - Degrau de Silêncio e Orvalho do Céu - Espirtual - Idade

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quero consolar JESUS! 6ª Feira Santa


Cheguei ao Santuário de Fátima sozinha!

Fiz o meu exame de consciência, na capela do SS., ali diante de JESUS. Implorei-lhe luz... para acusar tudo o que me afastava D'Ele, com humildade e arrependimento. Dali, segui corredor adiante para o Sacramento da Reconciliação.

Eram muitos, os que esperavam pelo mesmo... não tinha pressa, aquele tempo... não era o meu, eu achava que o tinha guardado para JESUS. Não olhei para o relógio... mas estava sentada na 3ª carreira de bancos, na ultima fila, no ultimo lugar... não escolhi confessionário, nem Padre.

A religiosa fez-me sinal e eu, avancei... confessei as minhas faltas com a humildade possível... eu ia mesmo carregada, desde que perdi o "meu" confessor, nunca mais tive a oportunidade de agendar a Confissão com regularidade, tento assim habituar-me a esta realidade, que é a de muitos católicos. Nada fora do normal, por assim dizer...

Eu, que quero tanto aprender a Consolar JESUS... ouvi assim do Padre:

- "Nada de novo, me traz. Tudo isso está na bíblia... é antigo, por assim dizer. A Senhora, sabe o que é isso?"

Calada, olhei apenas o Padre, esperando ouvir mais... ao que me adiantou:

- "Isso é a Cruz! Já perguntou alguma vez a JESUS, porque lhe dá Ele essa cruz?"

Timidamente, respondi-lhe que não, mas que LHE agradecia.

- "Nunca teve a curiosidade de LHE perguntar? Sabe... N. Senhor dá-lhe essa Cruz, porque confia muito em si..."

Diante dos meus olhos esbugalhados de espanto... apresentou-me uma pagela de JESUS MISERICORDIOSO... desabei num choro... controlado, mas intenso!

- "Acho que a senhora está a levar muito bem essa cruz, mas só lhe falta uma coisa... levá-la com alegria.  Conhece esta imagem? Conhece a jaculatória: Jesus, eu confio em Vós!? Sabe rezar o Terço da Divina Misericórdia?"

Sem conseguir parar aquele choro, acenei-lhe com a cabeça afirmativamente.

- " Se sabe, então reze-o. Confie a N. Senhora a sua cruz, Ela a ajudará. JESUS, confia tanto em si... confie N'Ele também!"

No intimo do meu coração, era um reboliço... tal e qual um vendaval... e só me ocorria: como é possível... JESUS confiar em mim... eu... este vaso tão frágil!!! Como é possível?

- " Alegre-se, confie em JESUS e se já reza... reze mais. Olhe para o exemplo de Stª Mónica... que com lágrimas, sacrifícios e oração... olhe para o que o Senhor fez através dela, siga-lhe o exemplo."

Antes de sair... limpei as lágrimas... eu não estava triste, mas chorei... diante N. Senhor cumpri a minha penitência e deixei-me ficar mais algum tempo...

Queria acalmar, ordenar aquela revolução interior... agradeci a JESUS, tamanha graça recebida, as palavras daquele Sacerdote... mais parecia um pai a esclarecer um filho... não sei explicar... quando finalmente me acalmei... agradeci, agradeci, agradeci... reparei em que dia estava e agradeci mais ainda... que consolo era aquele... afinal, eu... que queria tanto consolar JESUS... era eu a consolada por Ele!!!
Saiu-me então cá de dentro:

Oh, Cristo... que não TE sei amar... e choro... porque quero aprender a amar-TE.

Pois na verdade... não descobri ainda como consolar JESUS... desejo fazê-lo, mas ainda assim... é Ele que vem até cada um de nós e nos ama incondicional e inteligivelmente...

Antes de sair... - acho que inventei de tudo para ficar pertinho de JESUS - abri a Sagrada Escritura e li o que N. Senhor, tinha para me dizer:

Lc 22, 42

"Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua."

Foi esta a oração de Jesus, no Horto... sabia bem o que estava a viver, o que se iria passar... também Ele se angustiou, chegando mesmo a suar sangue... mas de coração manso e humilde, aceitou o Sacrifício, numa confiança tal... que nos assusta, nos interpela e nos tira do comodismo.

Não tinha eu, mais dúvida alguma... o Sr. Padre já me tinha falado no caminho de confiança, que eu deveria trilhar... a Sagrada Escritura, só o confirmou... se bem que de forma radical, é certo!

Senhor Jesus, faça-se em mim segundo a Tua vontade!

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Hoje , 6ª-Feira Santa, dá-se inicio á Novena da Divina MIsericórdia, siga aqui através da nossa amiga Dulce
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Amanhã (Sábado Santo) caminhamos com a nossa amiga Concha, aqui, visto que não tem blog. 

domingo, 1 de abril de 2012

Quero Consolar JEUS! 1º Dia - Domingo de Ramos

Reflexão de:

Malu



Podia partir de tantos princípios.



Podia partir de tantas inspirações bíblicas, ensinamentos cristãos; dos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja, mas, se de facto aceito este desafio, só da minha verdade no desejo de Consolar Jesus e na Inspiração Divina me posso apoiar.

É um desafio muito pessoal, e, por assim ser, haverá diferença na escrita, tal e qual a há na fala como quando o fazemos em confidências com alguém que nos seja mais próximo, ou, no caso, com Jesus, num dialogar o mais aberto possível sem olhar  a regras estabelecidas, sendo que com o Senhor, outras não há que as do coração.
Senhor Jesus, confio na Tua Misericórdia e no Teu amor pelo pecador.  E assim espero de Vós o auxílio necessário para corresponder ao que aqui nos pedes.
Envia o Espírito Santo sobre mim e  todos os que em humildade e em verdade, aceitam este desafio  e Te desejam consolar. Amen.
Há não muito tempo atrás, quando, na perda da minha mãe, caindo de repente em mim, me apercebi que, na sua morte, não só ela tinha partido mas também a minha melhor amiga, adoeci.

Sim, é o termo a usar. Por muito que tenha podido manter-me de pé, levar a vida para a frente continuando a trabalhar e a cumprir as minhas obrigações do dia a dia, tudo mudara dentro de mim. Estava bem no chão, com o coração enterrado na terra, e, tudo o que falava, não era bem eu que o dizia nem o que fazia seria como teria feito antes de tudo isso acontecer. Não passou muito tempo, perdi ainda um irmão, e, o mundo pareceu-me ter ficado deserto, ou, que só eu nele habitava.
Não havia mais que chão e céu. Tudo o mais , ou eu não via e não sentia, ou, não existia mesmo. Agia como que robotizada. A toques dados como os dos comandos que usamos para ligar e desligar aparelhos  de som ou de televisão. Nem sei bem se o despertador funcionava ou se apenas me levantava e mantinha num estado hipnótico sem fim. Tudo o que fazia, fazia por fazer. Cumpria horas e datas. Não faltava a compromissos, esmerava-me e até que talvez tenha trabalhado melhor e mais do que precisava e/ou devia.
Estranho... a vida da minha mãe também tinha começado mais ou menos assim. Mal conheceu o pai, e, quando finalmente terminou o curso, tudo estava a ser organizado para uma grande reviravolta na sua vida. Havia planos de trabalho no estrangeiro. A sua mãe vendeu a casa e com a mesma, alguns dos móveis. Já poucos restavam e pouco faltava já para a hora da partida. Iriam, por fim, reunir-se em família, para perto de um seu irmão que planeara assim e trabalhara muito bem em tudo isto. Porém, um só pormenor falhou e todo este sonho se desmoronou. Virou, aliás, num pesadelo.
Durante os outros preparativos de ordem burocrática, tramites legais que, incluíam necessariamente exames e outros procedimentos médicos, foi detectado na minha avó, um tumor cancerígeno. E em poucos meses esta história chega ao fim. Estes dois irmãos, e, mãe e filho, nunca mais se viram.
A vida às vezes parece-nos não ter o menor sentido.  E coisas que nos dizem, como:  "Quando te é fechada uma porta, Deus te abrirá uma janela", nesses momentos, também muito pouco ou nada adiantam. Ou é a nossa fé que, testada a pontos limites como estes, ensurdece de tão enfraquecida?
É também aqui que costumamos ouvir e dizer que é nestas alturas que se conhecem os amigos. Verdade! Cheguem-se então esses, tantas vezes os que menos se esperam, e antes de mais, venham empenhados em reacender a nossa chama e a Luz brilhará em cada canto do mundo!

Para que outra coisa nos dá Deus a fé senão para a alimentarmos e dar a outros?
Para vermos e crermos no invisível; propagar e reacender as almas entristecidas
prestes a se "apagarem". Com a fé, levarmos-lhes a esperança no "Caminho, Verdade e Vida" - que Jesus É.
E para quê trago aqui estas histórias?
Se a minha mãe tivesse partido para essa viagem, ficado a viver noutro país, provavelmente não teria conhecido o meu pai e a minha vida teria sido outra.
"Os Meus planos não são os vossos planos, os Meus pensamentos não são os vossos"
Deus é Quem é o verdadeiro dono dos tais comandos de que falo atrás e... talvez que a minha fé  não fosse a mesma ou, nem sequer a tivesse recebido senão fora pelo exemplo de vida dado pela da minha mãe...
Fora-lhe traçado outro rumo. Aliás, vemos que nem essa viagem antes planeada, havia sido escolhida por si. E assim, mais tarde e tantas vezes a sabíamos a entregar tudo ao seu Melhor Amigo: Jesus, repetindo-nos vezes sem conta: "a minha vida, o meu país, a minha casa, é onde estiver Jesus".

Embora lutadora, tinha uma capacidade de aceitação que admiro, e eu, certamente que, motivada por estas recordações bem guardadas no meu coração, bem como a de que Deus, tem para cada um,  desenhado um caminho, acabo por responder à Filha de Maria a aceitar o desafio conforme lhe escrevi e transcrevo:
A Deus não podemos enganar. Eu não quero cair nesse erro. Preciso da Sua força e piedade. E peço-Lhe que ilumine o meu caminho e o de todos. Se Ele não vai comigo, se eu não vou com Ele, de nada me serve esfolar os pés e a alma em caminhos inventados por mim.
Nos pontos comuns que encontro em ambas as histórias, vejo a presença de Jesus, de geração em geração, e, como se nos vá dizendo que sempre estará connosco.
Querendo "acordar-nos", ou, tirar-nos do torpor em que os nossos sofrimentos por vezes nos mergulham e para que os juntemos aos dEle - que é por nós!
A chamar-nos ao diálogo com Ele através destas questões que nos surgem a par e passo com a vida; a fazer-nos chegar mais próximo de Si e do Seu imenso Amor.
Ele ama-nos e não nos faltará - nunca!
Partindo então e finalmente do princípio de que mais do que Senhor e nosso Deus, Jesus de facto é ainda o nosso melhor Amigo, volto-me para Maria procurando-Lhe respostas baseando-me agora no Seu exemplo de vida, no Seu amor de Mãe - de Jesus e nossa Mãe muito amiga e Conselheira.
Nestes tempos conturbados e em que a sociedade se tem de costas para Deus, a Sua Igreja, os valores, Leis e Mandamentos de Deus,  Nossa Senhora é muitas vezes vista por alguns, a chorar triste e preocupada ... e recordo-me da mensagem que sempre nos traz em cada uma das Suas aparições em vários lugares do nosso mundo:
"Não ofendam mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido", pedindo-nos ainda que Lhe ofereçamos os nossos sofrimentos.
Não me parece ver mudado ainda o panorama que a Virgem Maria nos dá a ver,  que data das aparições em Fátima, outras anteriores e lugares mais recentes, como em Medjugorge... E ainda me parecem poucos, os "Franciscos" que fazem companhia a "Jesus Escondido".
Quero e peço-Lhe que me dê este coração amoroso de criança, que,  desinteressadamente Lhe oferece o seu tempo de brincar e que mansamente se Lhe entrega, mesmo que  para receber todos os sofrimentos que lhe queira enviar - para O consolar.


Podia, - como digo no início - basear-me em tantos outros princípios, mas outro melhor não há, como o de verdadeiramente Amar. Amar assim. E não dizemos (e bem sabemos) nós, que, é tão fácil amar a quem nos ama? Então como nos parece exigir os maiores  esforços, consolar Aquele que por nós Se deu, nos quer e para Si nos chama?
Nós temos as nossas dores. Muitas contrariedades e obstáculos espalhados pelos nossos caminhos, mas Jesus, Jesus teve-as todas. Não foi poupado nem à mais pequenina. E sofreu-as, uma a uma, por cada um de nós. Sangrou-as por cada um dos seus poros. Por cada um dos nossos erros e pecados. E de todos esses, se fez o verdadeiro e enorme peso da Sua Cruz, forçando a vergar-Lhe o corpo e a morrer na Cruz.
Em nada do que recebemos temos mérito algum. É Deus Quem nos dá. A Fé é um dom recebido e é o que nos traça caminhos, Não digo: "o caminho", mas "caminhos", pois nem sempre o mesmo nos serve para sempre. Deus lá sabe e como atrás conto como o faz e as suas razões em nos trocar as voltas. E é bem verdade que nos fala nas entrelinhas ou por linhas tortas. Só temos que estar atentos/as, ver, ler e escutá-Lo em cada coisa, cada dia e momento - nos melhores e menos bons.
Quem ama, está.
Quem ama, põe todos os sentidos naquele que ama.
Não se distrai.
Não se desvia,
Não teme mais que perder o sentido de cada coisa que o leva a quem ama.
Amar é seguir. É querer ser o que Amor ama.

A Paixão de Cristo responde a todas essas nossas questões, mas escolho o Pe. Manuel Bernardes, para que também a mim, me  abra novo rumo (para o Amor), nestas suas conclusões: 
“Dizes que desejas amar a Deus; e arremessas ao Céu abrasadas jaculatórias (orações breves), pedindo afectuosamente este amor. Bem fazes; porém adverte; que amar a Deus, é padecer por Ele de boamente; é não se amar a si próprio (desordenadamente); é amar as Cruzes do desprezo, afronta, dor, pobreza, etc., é perdoar as injúrias, e ainda desejá-las e agradecê-las; é dar bem por mal, sofrendo e metendo no coração a todos os próximos. Trabalha por fazer isto, que isto é amar a Deus."
Que Deus nos ajude nestes nossos passos e esforços e que assim, possamos de facto, Consolar Jesus.
Que assim seja, amen.

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Amanhã (2ªFeira), caminhamos com a Utilia - De mãos dadas.