sexta-feira, 20 de julho de 2012

"Mãe... puseste-a a chorar..." - Parte II



Quem me conhece, sabe que sou católica. Assumo-me como tal e dou o meu testemunho, a quem o queira ouvir de coração.

Meditei em todo o dia, na Palavra que havia brotado no meu coração e procurava adequá-la a este caso...

1- Esta pessoa sabe que sou católica e que rezo por ela!

2- O problema desta pessoa não era físico, mas económico!

3- Tal e qual como na Palavra, também eu não tenho "nem ouro, nem prata", nem euros...

4- Como aplicar então esta palavra?

Na minha mesa de cabeceira, permanecem os meus terços, a minha Bíblia, um livro de orações e o Devocionário à Divina Misericórdia - este pequeno livrinho tem a capa gasta e desbotada... as suas páginas amareladas pelo meu polegar, que o segura enquanto rezo o Terço da Divina Misericórdia. 

Um pequeno livrinho, ainda novo e muito branquinho... fez-se ali notar e de um rompante, a mesma palavra no meu coração - "ouro e prata não tenho...". Em segundos relembrei, todas as minhas batalhas ganhas através da oração deste Terço... os impossíveis que se tornaram possíveis...  e sorri... sorri eu e o meu coração... que percebi que o desgaste do meu pequeno livrinho, se deve ao muito uso, à força de tanto o rezar... "ouro e prata não tenho, mas o que tenho te dou...", e o que eu tenho é este testemunho de vida... nos nevoeiros da vida, fecho os meus olhos... rezo e espero em Deus! Dom da Fé, é esse o verdadeiro nome... e é Dom, porque não é meu... é bênção de Deus derramada na minha vida! 

Peguei naquele livrinho ainda novo (sempre que vou a Fátima, compro uns quantos para oferecer, e nunca sei a quem vou da-los). Pois se é bom para mim, será também para os outros... é este o principio que me move, diz-se que deve ser o Padre a divulgar este devocionário... mas o Padre não chega onde ninguém o procura...  

Coloquei na minha mala o livrinho e um dos meus terços... dir-lhe-ei que o reze... como o farei, se nem à Missa vai? Não interessa, isso vejo depois... 

Dois dias depois, encontrá-mo-nos... havia mais gente... e o momento ideal surgiu, assim... aparentemente do nada, dei-lhe então o que tinha - o que tenho, JESUS! - E caiu-me num choro... apertei-lhe a mão e encorajei-a e sai, porque estava mesmo na minha hora... 

Num silêncio gritante, já a caminho do meu destino: "Mãe... puseste-a a chorar..." - Eu sei, mas foi de alegria, reparas-te? - Também eu chorei, quando me deram este livrinho... e chorei de alegria, de esperança... e recordei esse dia, como se tivesse sido ontem...

Louvado sejas meu Senhor e meu Deus!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Mãe... puseste-a a chorar..." - Parte I

Haviamos falado no dia anterior, contou-me que o filho iria casar em 2ª nupcias... quer vê-lo feliz, alegre... mas ficou desempregado! Vai correr tudo bem - disse-lhe em tom encorajador.

Naquela manhã, estava desanimada... vencida pelas muitas dificuldades que lhe têm aparecido. Dizia para quem aparecia para uma dose de cafeina matinal: "ou há-de ser a saude; ou despesas extras; ou alguém de familia próxima... eu tenho é que ir ao padre, para me abençoar... e que me abençoe a casa..."

Acenei-lhe afirmativamente.... pedir a benção ao Padre, é sempre uma fonte de Graça, nem que seja pela fé mais fraca... mais simples, mas reconhecer no Padre esta "grandeza" que o Pai Celeste lhe confiou, tenho cá para mim, que é sempre uma fonte de Graça.

Sai dali pensativa... e nas minhas orações coloquei esta intenção. Senti no meu coração a palavra:

Act 3, 6

3Ao ver Pedro e João entrarem no templo, pediu-lhes esmola. 4Pedro, juntamente com João, olhando-o fixamente, disse-lhe: «Olha para nós.» 5O coxo tinha os olhos nos dois, esperando receber alguma coisa deles. 6Mas Pedro disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» 7E, segurando-o pela mão direita, ergueu-o.


Mas como aplicar esta palavra a este caso?

                                                                                                              Continua

quinta-feira, 12 de julho de 2012

"Será uma boa enfermeira!" Parte II



Comecei por dizer, que tinha algo para lhe dizer, mas que não tinha a certeza se lho deveria dizer... e a missionária colocou-se em escuta.

Contei-lhe então, que havia sentido a frase: "Será uma boa enfermeira!" - Sorriu-me e disse: eu sou licenciada em enfermagem.

Adiantei-lhe que já o sabia, mas que também sabia que era consagrada... e esperei ouvi-la, um pouco mais... informou-me que havia pedido para dar alguns anos da sua vida á comunidade, como missionária... e isso também eu já sabia... foi quando a sorrir me adiantou que já havia sentido no seu coração, que a sua vocação, era no mundo!

Surpreendida sorri-lhe... e adiantei-lhe que "boa enfermeira", significava ser como Maria, ser reflexo do amor da Mãe de Jesus... cuidar como Ela... gerar no doente, segurança e transmitir-lhe carinho, esperança... olhou-me com os olhos marejados e pediu-me um abraço!

Glória a Deus!



quarta-feira, 11 de julho de 2012

"Será uma boa enfermeira!" - Parte I



Como é sabido, são várias as novas comunidades, que têm surgido na Igreja Católica. Regra geral, estas comunidades têm mais que uma forma de vida - Comunidade vida e comunidade aliança.

Era a 3ª vez que rezava com esta comunidade, e no momento em que rezámos pela consagrada (invocando o E. S. sobre ela), para depois nos dar formação... no meu coração senti a palavra: "Será uma boa enfermeira!"

O tema da formação, era N. Senhora no Carisma desta comunidade. Ouvi, maravilhada todo aquele testemunho/ formação... e no meu coração lutavam as palavras sentidas e tudo aquilo que eu via diante de mim.... como direi a uma consagrada missionária, que está longe da sua casa, familia etc... que ela "Será uma boa enfermeira!"

No fim, esta irmã missionária tinha para partilhar comigo, algo que eu lhe havia pedido para rezar... sentámos e ouvi-a atentamente... no fim, disse-lhe que tinha algo para dizer-lhe. 


                                                                                                       (continua)