quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Não gosto que se permaneça no erro!



Por vezes, a vida prega-me partidas... que é como quem diz, nem sempre faço o que quero e por isso, por vezes adapto-me às circunstâncias!

Fui à Missa, na paróquia vizinha. Quando vi entrar o coro, estremeci, recordei-me de algumas decisões infelizes, por parte deste.

No que diz respeito à Liturgia, nada é feito à toa.  

No n.º 1066 até ao nº 1209 do CIC (Catecismo da Igreja Católica), fala-nos disso mesmo.

Nº1069 - ..."a palavra liturgia significa, obra publica, serviço por parte de/ e em favor do povo..."

N.º 1191 - O canto e a música estão em conexão estreita com a acção litúrgica. São critérios do seu bom uso: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia e o carácter sagrado da celebração.


No momento do Kyrie  - Senhor tende piedade - o mesmo foi substituído, por um cântico em crioulo. O coro cantou e a assembleia olhou!

No momento precisamente a seguir ás palavras do Sacerdote: ..."ousamos dizer como o Senhor nos ensinou...(oração do Pai-Nosso)", o coro irrompeu num cântico muito  bonito, mas que em nada tinha as palavras do Pai Nosso... senti algo parecido como um "formigueiro" no corpo... não queria acreditar no que estava a ouvir. Sabiamente, assim que se calaram, o sacerdote iniciou a oração do Pai-Nosso, levando consigo toda a assembleia.

Sabia que a Eucaristia ainda não chegara ao fim, e, achava que "aquilo" ainda não tinha acabado. Infelizmente tinha razão...

A oração do Cordeiro, foi realizada em crioulo! Já tinha assistido a algo parecido, ali... mas desta vez, foi demais. 

Acho muito bonito, que as comunidades emigrantes participem de forma activa nas paróquias, mas deve esta participação ser feita na língua natural do pais onde se encontram. A celebração Eucarística, não é um acto isolado, não é só para alguns, nem muito menos lugar de demonstrações culturais.

Saí dali impressionada. Mal impressionada... não houve "unanimidade" naquela assembleia. Houve sim, um acto ignorante e desleixado. Ignorante por parte de quem escolheu os cânticos  e, desleixo por parte do Pároco que já os devia ter avisado há muito. 

O que andamos nós a fazer, com a nossa fé? 




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pedir!

                                

   



Pedi várias vezes acompanhamento espiritual, para fazer a Total Consagração a N. Senhora. Uma vez "levei com a porta na cara", na 2ª vez mandaram-me fazer a preparação sozinha e fiquei... muito tempo parada, numa questão, numa grande questão, na 3ª vez que pedi... questionaram-me sobre o que me faltaria... e voltei a pedir acompanhamento espiritual, mandaram-me falar mais tarde... meses mais tarde! Hoje, dizem-me que assim como "pedi", virá alguém acompanhar este caminho!!! 

"Como pedi?", confesso que me interroguei por diversas vezes, se não era tempo de desistir... qual seria então o meu capricho, para me tornar em tamanha teimosa... precisamente eu, que prefiro ficar no anonimato, no ultimo lugar... a cada vez que me interrogava,  era-me dada a imagem de uma pequena criança a puxar a túnica de JESUS, tal e qual o filho que pede algo insistentemente ao pai e eu... lá voltava, a muito custo a pedir!

Não, não se irá passar nada, como eu pedi, mas antes como N. Senhora deseja, que é convidar muitas mais almas, a fazer este caminho. Talvez, seja isto ser "Filha de Maria".

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Amar a Deus, sobre todas as coisas!


 


Continuo a não sentir o Fogo do Espírito Santo, mas continuo a caminhar para Ele.
Não tenho as mãos cheias de flores, nem obras para LHE oferecer... caminho devagar e por vezes paro e ponho-me a pensar se é por aqui, que Ele me quer a caminhar.

Dúvidas, desertos e escuridão enchem de fartura o meu caminho. Quando nada sinto e o "vazio" parece querer sufocar-me, digo a JESUS: Toma, o meu coração é só Teu. Quero ser mais de Ti!

Neste ato de fé, nada "oiço" ou "vejo", mas chegam-se a mim, almas aflitas, doentes e sem norte... falam, desabafam e eu... escuto-as. Escuto as suas palavras e os seus gestos... sorrio-lhes, abraço-as e encaminho-as para Ele. 

Ainda assim, nada "oiço" ou "vejo" e muito menos "sinto"... mas confesso, que ver os sorrisos nos rostos destas almas, é saber que JESUS, as ama muito e que cuida delas, e isso basta-me...

Ainda que eu, nada "oiça", "veja" ou "sinta" e que caminhe nesta escuridão constante, peço a JESUS, que me dê o sorriso no rosto para distribuir e que me tire as obras das mãos, pois assim nada me impedirá de abraçar o irmão atribulado. 

Olha Senhor JESUS, não quero ter nada nas mãos, quero apenas ter-TE no meu coração, para levar-TE ao irmão!

sábado, 22 de junho de 2013

É DEVER DO CRISTÃO...


(imagem tirada da net)


... falar de JESUS, da Sua Misericórdia, do Seu Infinito Amor. 

Dá catequese já há alguns anos, conhece a Doutrina e serve com dedicação e amor a Paróquia. Falava-me com o coração apertadinho, do seu querido familiar que havia assumido o adultério (divorciados recasados). 

No olhar, vi-lhe o coração aflito, sem sossego... acrescentava que a Sagrada Escritura era bem clara, quanto à não dissolução do Sacramento do Matrimónio, e a agonia crescia-lhe no peito.

Ouvi-a atentamente, tão atentamente... que lhe ouvi as palavras não ditas. 

Serenamente dei-lhe o meu testemunho, que ainda hoje rezo pelo meu ente querido, que morreu em adultério. Contei-lhe das lágrimas derramadas junto a JESUS, do muito que queria saber que estava no Céu e dos sofrimentos que vou oferecendo a JESUS, por esta alma que tão querida me é!

Relembrei-a de que JESUS, não ama o pecado, mas ama o pecador. Dito assim, parece uma frase feita e gasta... ou melhor, desgastada, mas muito embora estas almas estejam fora da Comunhão da Igreja, jamais estarão fora da Imensa Misericórdia de JESUS. 

Em determinado momento de grande sofrimento meu, enquanto orava, foi-me dada uma imagem, que jamais esquecerei: 

- JESUS, era chicoteado com violência. Na imagem, podia ver-se o Sagrado Coração de JESUS, e, a cada chicotada, o Sagrado Coração de JESUS, dilatava-se mais e mais. 

Na altura, guardei no meu coração esta imagem, mas hoje, percebo que é assim a Misericórdia Divina. Se me magoarem, os meus músculos contraem-se, é um movimento natural... mas no caso do Sagrado Coração de JESUS, dilata-se mais e mais. Não é de facto inteligível á mente humana. 

Muitos são os piedosos cristãos, que põem  de lado este e aquele irmão, e por vezes são eles mesmos que se afastam, com o receio de olhares acusadores... nada disso está correcto. Não podemos amar a DEUS, sem antes amar-mos o nosso próximo.

Para que não houvesse o risco, de não me dar ouvidos, ou simplesmente de duvidar das minhas palavras (afinal não presto serviço algum na paróquia), facultei-lhe uma carta de um Bispo Italiano, que encontrei aqui, e por fim encaminhei-a para o Pároco.

Disse-me o Sr. Padre assim: "Fico feliz, pelo dom que o Senhor lhe deu, de encaminhar as almas para Deus."

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Nunca devemos enganar os irmãos, quanto à Doutrina da Igreja, nem aos seus Mandamentos, mas devemos aceitá-los a todos com amor e caridade.
                                       

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Não sinto o fogo...


... do Espírito Santo, há muito tempo! 

Disse-lhes isto e sorri de imediato, acrescentei ainda que a Beata Madre Teresa de Calcutá, em boa parte do seu caminho de fé, caminhou numa escuridão... caminhou apenas na fé, sem nada "sentir".

Escutavam-me em silêncio e em tom de expectativa, adiantei-lhes que em determinado retiro com o Pe. Fernando Santamaria, ele afirmava que a nossa fé, não é uma fé de "cinto" - fazendo chalaça com a palavra em si. - no fundo, não seguimos JESUS, pelo que sentimos, mas pelo que cremos, e eu Creio na Fé Católica.

Afirmo sem qualquer presunção, que a minha experiência pessoal com JESUS, foi muito forte... tão forte, que alguns Sacerdotes que me acompanhavam na altura, em alturas diferentes  disseram-me: " a quem Deus, muito dá, também muito lhe pede." - Recordo-me que na altura, me senti amedrontada... sem saber ao certo, o que isso quereria dizer, e na verdade ainda não sei, um dia terei o verdadeiro conhecimento. 

Sou privilegiada, porque vi uma grande Graça ser derramada na vida de alguém, que N. Senhor me confiou. Ao fim de 30 anos, Sacramento da Reconciliação e de seguida Comunhão em dia do Corpo de Cristo, haverá maior Graça que esta?

Confesso, que fui apenas "uma caneta nas mãos de Deus"- in Madre Teresa de Calcutá -, fui apenas falando de JESUS VIVO e RESSUSCITADO, do Amor de DEUS, do Amor e protecção Maternal de N. Senhora, peguei-lhe pela mão e acompanhei-a como a mãe acompanha o filho pequeno, apenas isso e alguma oração. Amar a DEUS é tão simples! 

Por agora é o que tenho para partilhar, do que senti há alguns meses atrás no meu coração, quando alguém chorava de desespero: "ouro e prata não tenho, mas o que tenho te dou..., e eu tenho JESUS!"  
Louvado Seja, N. Senhor JESUS Cristo e Sua Mãe, Maria SS.

O meu coração...

                                                           (imagem tirada da net)

... sorri, assim!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sinto que virei...


... não só uma, mas várias páginas na minha vida. Agora é tempo de repousar, de eliminar do meu caminho, o que me faz mal, de afastar de mim definitivamente, quem se comporta com indiferença.

Sim, há páginas que tenho em vista arrancá-las, cansei-me de reescrevê-las, gastaram-se!


sexta-feira, 24 de maio de 2013

No colo da Mãe!



Por momentos, senti-me longe dali e assim que pude, fui-me embora.

Procurei, onde os seus restos mortais repousavam e a cada um deles disse-lhe: Perdoo-te! E em seguida rezei!

Não chorei, mas senti que abraçava aquele de quem mais saudade tenho... não sei como explicar, mas  também sentimentos não se explicam, vivem-se!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Guardo no meu coração...



... muitas palavras e conselhos que me deram, no passado. Hoje rezo e espero... lamento que só seja atendido, quem faz "grandes festas", quem passe à frente na fila, e quem tem tempo a mais para sei lá o quê...

Cada vez me sabe mais a mel, as palavras de Sua Santidade o Papa Francisco!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Á primeira todos caem...


à segunda, só cai quem quer e à terceira, só cai quem é parvo!

Voltei a cair (2ª vez)... passado muito tempo, voltei a pedir ajuda... e desta vez para terceiros... a resposta foi a mesma: Silêncio!

Recuso-me a tentar de novo, pois não sou parva! Quando é que eu me mentalizo, que em hipótese alguma me devo aproximar, seja para o que for?

Só mais uma coisita; se eu pudesse falar com Sua Santidade, o Papa Francisco, dir-lhe-ia: Obrigada, Sua Santidade, porque me confirma na Fé, em cada seu ato, em cada seu gesto de proximidade com o povo de Deus!

"O Renovador" - Creio que será assim que ficará conhecido o Papa Francisco! 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Catequese... (no café)




(Imagem da net)

Alguns deram-me o seu testemunho, para que não desistisse do serviço de catequese. Outros animaram-me, para que também não desistisse! Eu suspendi! 

Uso de propósito a palavra "suspendi", porque não sou de desistir de nada. Surpreendi o Pároco, com os meus argumentos, verdadeiros e simples. Homem de retórica que nos desarma, no principio do seu discurso, foi incapaz de me desarmar. Confesso, que esperava alguma luta no seu discurso... mas bem vistas as coisas, creio que as minhas palavras, lhe mostravam a minha verdadeira luta, á qual me rendi.

Foram cerca de 2 anos de deserto (e muitos mais virão), afastar-me de um papel da linha da frente e passar para os bastidores, foi um acto de humildade e não de humilhação. 

Centrada na minha luta, quis desistir de muito e só com muito abandono em Deus e N. Senhora, me foi possível aguentar, entre lágrimas, dores e silêncios.

Hoje... dei-me conta, que havia dado uma pequena catequese no café! Sim, no café/ pastelaria/ confeitaria/ cafetaria... isso mesmo. Vi-lhe as lágrimas a querem saltar-lhe dos olhos, quando lhe falei do Amor e Misericórdia de JESUS CRISTO!

Está doente, gravemente doente, sabe-o há apenas 3 semanas. Não faz caminho de fé, mas acredita em N. Senhora e gosta muito Dela - assim mo diz. Comecei por lhe dizer que me deixei encontrar por JESUS, quando estive muito doente, creio que foi assim que ficou a saber que sou católica. Antes de cada peregrinação a Fátima, bebia sempre um café no estabelecimento e em jeito de provocação: Vou a Fátima, quer alguma coisa?

A resposta... era quase sempre a mesma, sorrisos ou então: reze lá por mim! Trouxe-lhe uma dezena e agradeceu-me sorrindo. A vida começou-lhe a pregar partidas e desabafou comigo... era a crise e tinha alguém no desemprego, "ouro e prata, não tenho, mas o que tenho te dou"... e dei-lhe um dos meus terços, o Dia Santificado e o Devocionário da Divina Misericórdia e disse-lhe: Vamos rezar!

Tudo ia melhor e agora adoeceu... queria ajudá-la, a serio que queria.... mas não lhe posso tirar a doença, mas posso oferecer-lhe o que tenho, e o que tenho é JESUS! Fizemos a Novena a N. Senhora das Lágrimas e continuámos sempre a rezar... senti-me inspirada a facultar-lhe o livro: JESUS, está vivo.

Hoje dizia-me: Estou a adorar... rezei tanto uma oração que lá está... mas não tenho aquela força, sabe... acho que isto não é para mim! 

A Graça de Deus, minha querida é para todos!!!!! Para os de longe e os de perto, JESUS, não é um salteador e por isso, não arromba o coração de ninguém, Ele bate e pergunta: Minha filha, eu te amo, posso entrar? Eu quero-te ao pé de mim, tu queres vir a Mim? Não posso garantir, que Ele a vai curar, mas posso garantir que a Graça de Deus, a Força de que fala... não é nossa, vem D'Ele, gratuitamente! 

A sua resposta surpreendeu-me: Eu quero ir, mas tenho que ver quando posso!

Creio que sou chamada a dar catequese, não na Igreja, mas cá fora... onde o Espírito Santo quiser!

Louvado Seja N. Senhor Jesus Cristo!

sábado, 6 de abril de 2013

Testemunho (meu, pois de quem haveria de ser?)




Sua Santidade, Papa Francisco.


Tinha dito que iria a Fátima pedir um Milagre! Marquei o dia e geri tudo para que assim se realizasse... mas na véspera caí num pranto, que nada, nem ninguém consolava... queria refugiar-me no colo de N. Senhora, mas naquele estado, não seria prudente. Obedeci, mas deixei claro a próxima data, nem que fosse "de rastos" e... na véspera, fui acometida por dolorosas dores, que me limitavam os movimentos. 

"Onde vais, nesse estado?"
Vou pedir um milagre a N. Senhora!
"Como irás?"
Com esta bengala (improvisada)...

Rezei, pedi, agradeci e intercedi! Nos dias seguintes piorei consideravelmente, tive necessidade da intervenção clínica, mas continuei o meu dia-á-dia... programei ir á igreja, rezar pela alma de quem partiu á muito, era o aniversário da sua morte e fazia todo o sentido... afinal, não é pelas décadas que lhe sinto a alma em paz, antes... receio (e aqui embarga-se-me o coração) que pelo que me fez sofrer, ainda não tenha alcançado a paz eterna e as lágrimas acabam por saltar... e só espero, que a Grande Misericórdia de N. Senhor Jesus Cristo, tenha isso em conta...

Pois como disse, eu queria... lá isso queria, mas não havia forma de conseguir erguer-me da cama... mas o que se passa comigo, que dores são estas? Não costumo desistir e por isso esforcei... e dei por mim, quase a desmaiar... nitidamente, estava a ultrapassar o meu limite.

Repouso absoluto, medicação S.O.S. e exames urgentes. Resignada á minha incapacidade, entreguei os sofrimentos desse dia, por esta alma que tão bem lhe quero. Assim espero, que tenha o seu valor, diante da Misericórdia Divina.

Dias seguintes... e nada de recuperação. Ofereci pelo Conclave... pela escolha do "novo Papa", e foi essa a única oração, que consegui fazer durante alguns dias. Finalmente saiu fumo branco e N. Senhor, deu-nos o Papa Francisco... fiquei surpreendida, desde a primeira hora... por tudo. As horas foram passando, e o Santo Padre era noticia, a toda a hora... e sinceramente, ainda acho que é.

Surpreendida, dava comigo a sorrir enquanto uns e outros comentavam o novo, Santo Padre... aos poucos, fui recuperando a mobilidade e continuo a sorrir (sem entender na sua maioria) com as atitudes de Sua Santidade, Papa Francisco!

Santa Páscoa!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Estendeu-me as suas mãos...





Há momentos na nossa vida, que nos secam, que nos tiram o chão...
Depois de muito argumentar, sobre tudo o que já lhe havia ensinado, não me parecia que houvesse palavra alguma que atingisse aquele coração ingénuo. Sim, ingénuo... mas estanque às minhas palavras.

Decidi que havia chegado a hora tão difícil, que sempre desejei adiar. Contei-lhe o que é sentir que somos filhos do nada... sem terra, sem raízes, sem afectos... e pior... fazerem-nos sentir, descartáveis. Hoje, no nosso país, tudo se quer assim... até os filhos, e com a permissão da dita "legalidade".

Engana-se quem pensa, que só os bebés abortados é que morrem, esses são verdadeiros mártires do nosso tempo, mas há muitas mais crianças que são mortas, quando tratadas como algo descartável.

Contei tudo... contei como foi sentir, que tinha sido deixada para trás. Contei como foi sentir, que havia deixado de fazer parte das suas vidas... o que é sentir o abandono, a falta de afecto... a ausência... uma estrondosa ausência!

Contei a minha revolta, o quanto cresceu dentro de mim e que quase me sufocou! Contei das muitas escolhas que tive que fazer sozinha, da minha postura que tive que impor, sem facilidade alguma... mas que era premente, não havia espaço para erros, para riscos...

Contei das muitas vezes que me imaginei, a ser importante para quem me havia descartado em tão tenra idade, das oportunidades que dei... e dei tudo... até restar apenas dor, mágoa e revolta.

Os seus olhos esbugalhados enchiam-se de lágrimas e vergonha... não articulava palavra alguma, até que pronunciou: "Eu não lhe perdoo! Isso é muito grave... não se faz isso a uma criança..."

Contei-lhe ainda do caminho que trilhei, até que conseguisse perdoar ... do amor que senti, que JESUS e N. Senhora Têm por mim! Perguntei ainda:

"Percebes agora, porque sinto tanta alegria quando vou á Missa? Olha o que JESUS, me fez... pediu-me para perdoar e não se ficou por aí, pediu-me que rezasse por quem me fez sofrer, para que se convertesse... e eu fiz, e olha o que já aconteceu!"

Respeitei a sua vontade em terminar aquela conversa, que além de lhe chegar ao coração, provocou-lhe dor... e fui inundada por diversas dúvidas e pior que isso, sentimento de culpa...

Procurei ir junto da minha Mãe - N. Senhora - falar-LHE desta grande confusão que anda por aqui...

O Padre disponível, não era português mas entendia-me bem e explicava-se ainda melhor, está connosco há 50 anos! A dada altura, sem palavra alguma... o Pe. estendeu-me as suas mãos, em gesto a pedir as minhas... e eu confiei-lhas. Apertou-me as mãos em silêncio e adiantou:

"Nunca será mau, contar a verdade. Confie em Deus e confie mais em si. Jamais, repito... jamais sinta remorsos. Porém o caminho de conversão não é um caminho breve, é longo... não espere resultados já, e deixe que Deus, faça o Seu trabalho. Estou aqui todos os dias, menos ao Domingo, quando precisar, volte!"

Procurei a Mãe e ouvi um pai... quando o mundo nos rouba o que verdadeiramente nos pertence, Deus dá em dobro! Quanto a este contacto físico [o facto de o Pe. dar-me as suas mãos], cada vez me sinto mais confirmada no caminho. Tenho assistido em silêncio, a uma quase barreira invisível entre Sacerdote e leigos, uma distância absurda, que nos afasta e quase nos repele, como se sofrêssemos de doença contagiosa grave... este apertar de mãos, dá-nos força na luta, coragem e segurança para um caminho repleto de nevoeiros!

Para mim, eu vejo JESUS assim... comia com os pecadores, abraçava e deixava que o tocassem, talvez por ver assim JESUS, não LHE sinto medo algum, só quero mesmo ser cada vez mais D"Ele!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ofereço...

... a N. Senhor, a minha falta de vontade para trabalhar, a minha apatia e silêncio que me sufoca as palavras. 

Há já muitos meses, que entrego em Confissão, esta minha falta de vontade para trabalhar, o meu grande sacrificio em levantar-me a cada dia para o trabalho.

Nunca fui preguiçosa, mas estou mesmo muito desanimada... e ainda assim, esforço-me a cada dia, para me superar!