quinta-feira, 27 de junho de 2013

Amar a Deus, sobre todas as coisas!


 


Continuo a não sentir o Fogo do Espírito Santo, mas continuo a caminhar para Ele.
Não tenho as mãos cheias de flores, nem obras para LHE oferecer... caminho devagar e por vezes paro e ponho-me a pensar se é por aqui, que Ele me quer a caminhar.

Dúvidas, desertos e escuridão enchem de fartura o meu caminho. Quando nada sinto e o "vazio" parece querer sufocar-me, digo a JESUS: Toma, o meu coração é só Teu. Quero ser mais de Ti!

Neste ato de fé, nada "oiço" ou "vejo", mas chegam-se a mim, almas aflitas, doentes e sem norte... falam, desabafam e eu... escuto-as. Escuto as suas palavras e os seus gestos... sorrio-lhes, abraço-as e encaminho-as para Ele. 

Ainda assim, nada "oiço" ou "vejo" e muito menos "sinto"... mas confesso, que ver os sorrisos nos rostos destas almas, é saber que JESUS, as ama muito e que cuida delas, e isso basta-me...

Ainda que eu, nada "oiça", "veja" ou "sinta" e que caminhe nesta escuridão constante, peço a JESUS, que me dê o sorriso no rosto para distribuir e que me tire as obras das mãos, pois assim nada me impedirá de abraçar o irmão atribulado. 

Olha Senhor JESUS, não quero ter nada nas mãos, quero apenas ter-TE no meu coração, para levar-TE ao irmão!

sábado, 22 de junho de 2013

É DEVER DO CRISTÃO...


(imagem tirada da net)


... falar de JESUS, da Sua Misericórdia, do Seu Infinito Amor. 

Dá catequese já há alguns anos, conhece a Doutrina e serve com dedicação e amor a Paróquia. Falava-me com o coração apertadinho, do seu querido familiar que havia assumido o adultério (divorciados recasados). 

No olhar, vi-lhe o coração aflito, sem sossego... acrescentava que a Sagrada Escritura era bem clara, quanto à não dissolução do Sacramento do Matrimónio, e a agonia crescia-lhe no peito.

Ouvi-a atentamente, tão atentamente... que lhe ouvi as palavras não ditas. 

Serenamente dei-lhe o meu testemunho, que ainda hoje rezo pelo meu ente querido, que morreu em adultério. Contei-lhe das lágrimas derramadas junto a JESUS, do muito que queria saber que estava no Céu e dos sofrimentos que vou oferecendo a JESUS, por esta alma que tão querida me é!

Relembrei-a de que JESUS, não ama o pecado, mas ama o pecador. Dito assim, parece uma frase feita e gasta... ou melhor, desgastada, mas muito embora estas almas estejam fora da Comunhão da Igreja, jamais estarão fora da Imensa Misericórdia de JESUS. 

Em determinado momento de grande sofrimento meu, enquanto orava, foi-me dada uma imagem, que jamais esquecerei: 

- JESUS, era chicoteado com violência. Na imagem, podia ver-se o Sagrado Coração de JESUS, e, a cada chicotada, o Sagrado Coração de JESUS, dilatava-se mais e mais. 

Na altura, guardei no meu coração esta imagem, mas hoje, percebo que é assim a Misericórdia Divina. Se me magoarem, os meus músculos contraem-se, é um movimento natural... mas no caso do Sagrado Coração de JESUS, dilata-se mais e mais. Não é de facto inteligível á mente humana. 

Muitos são os piedosos cristãos, que põem  de lado este e aquele irmão, e por vezes são eles mesmos que se afastam, com o receio de olhares acusadores... nada disso está correcto. Não podemos amar a DEUS, sem antes amar-mos o nosso próximo.

Para que não houvesse o risco, de não me dar ouvidos, ou simplesmente de duvidar das minhas palavras (afinal não presto serviço algum na paróquia), facultei-lhe uma carta de um Bispo Italiano, que encontrei aqui, e por fim encaminhei-a para o Pároco.

Disse-me o Sr. Padre assim: "Fico feliz, pelo dom que o Senhor lhe deu, de encaminhar as almas para Deus."

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Nunca devemos enganar os irmãos, quanto à Doutrina da Igreja, nem aos seus Mandamentos, mas devemos aceitá-los a todos com amor e caridade.
                                       

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Não sinto o fogo...


... do Espírito Santo, há muito tempo! 

Disse-lhes isto e sorri de imediato, acrescentei ainda que a Beata Madre Teresa de Calcutá, em boa parte do seu caminho de fé, caminhou numa escuridão... caminhou apenas na fé, sem nada "sentir".

Escutavam-me em silêncio e em tom de expectativa, adiantei-lhes que em determinado retiro com o Pe. Fernando Santamaria, ele afirmava que a nossa fé, não é uma fé de "cinto" - fazendo chalaça com a palavra em si. - no fundo, não seguimos JESUS, pelo que sentimos, mas pelo que cremos, e eu Creio na Fé Católica.

Afirmo sem qualquer presunção, que a minha experiência pessoal com JESUS, foi muito forte... tão forte, que alguns Sacerdotes que me acompanhavam na altura, em alturas diferentes  disseram-me: " a quem Deus, muito dá, também muito lhe pede." - Recordo-me que na altura, me senti amedrontada... sem saber ao certo, o que isso quereria dizer, e na verdade ainda não sei, um dia terei o verdadeiro conhecimento. 

Sou privilegiada, porque vi uma grande Graça ser derramada na vida de alguém, que N. Senhor me confiou. Ao fim de 30 anos, Sacramento da Reconciliação e de seguida Comunhão em dia do Corpo de Cristo, haverá maior Graça que esta?

Confesso, que fui apenas "uma caneta nas mãos de Deus"- in Madre Teresa de Calcutá -, fui apenas falando de JESUS VIVO e RESSUSCITADO, do Amor de DEUS, do Amor e protecção Maternal de N. Senhora, peguei-lhe pela mão e acompanhei-a como a mãe acompanha o filho pequeno, apenas isso e alguma oração. Amar a DEUS é tão simples! 

Por agora é o que tenho para partilhar, do que senti há alguns meses atrás no meu coração, quando alguém chorava de desespero: "ouro e prata não tenho, mas o que tenho te dou..., e eu tenho JESUS!"  
Louvado Seja, N. Senhor JESUS Cristo e Sua Mãe, Maria SS.

O meu coração...

                                                           (imagem tirada da net)

... sorri, assim!