quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O teu próximo, nem sempre o reconhecerás!





Jamais saberão o meu nome, ou simplesmente de onde eu era, ou até mesmo que dores trazia... 

As lágrimas que eu saberia que iam jorrar, não caíram. Esperava estar a sós com JESUS, para me deixar cair num pranto, queria libertar-me de tamanho peso...

Não se fez silêncio antes da Alegria, e, a Alegria é JESUS na Eucaristia! No momento certo, abriram-me os seus braços e acolheram-me! 

E naquele dia, precisamente naquele dia... eu fui o "próximo" de cada um deles!

Não chorei, e, sai dali cheia de alegria, e mais leve (acho)... 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Há perto de 20 anos, o Padre perguntou-me:






..."não sente falta da sua mãe?"

- Entre soluços e lágrimas, respondi-lhe com sinceridade: Sinto falta de uma mãe, não da minha!


E doeu-me tanto dizer a verdade...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O Tempo não pára...







... nem espera que apanhemos os cacos... corre bem rápido, sem olhar para trás! Às vezes... eu gostava de ser como o tempo...

sexta-feira, 14 de março de 2014

Tive que mexer no passado!


(imagem da net)


Era uma criança, sim, aos 10/11 anos é-se uma criança. A vida já me havia tirado muito, a vida não... as pessoas, o seu egoísmo. 

Disse apenas, ou melhor... mandou dizer que eu, não era sua filha. Assim, sem mais nada... o mundo fugiu-me dos pés, e o coração... parecia ter sido arrancado a sangue frio, sem direito a anestesia. 

Apressei-me a isolar-me... e esperei que alguém me explicasse o que se passava, afinal, era um assunto delicado, haveriam de mostrar amor e respeito por mim, haveria de alguém sentar-se junto de mim e tentar explicar-me toda aquela atrocidade. Esperei... esperei... e ainda hoje poderia esperar, se assim eu tivesse decidido ficar inerte. 

Não sei se foi rasgo de coragem, de fé, de força... ou de algo sobrenatural que em mim se operou, fui a correr buscar o mundo e coloquei-o de novo debaixo dos meus pés, apanhei o coração e voltei a guardá-lo dentro do meu peito, baixei a cabeça e em silêncio disse para mim mesma, se não sou sua filha, então tomo a decisão de me tornar sua filha, foi assim que com apenas 10/11 anos adoptei o meu pai, sem burocracia nem aval de ninguém. 

Volvidos uns 12 meses, morreu longe de mim, como há muito já estava... partiu sem revogar a sua palavra e eu, também não tive a oportunidade de lhe dizer que o tinha adoptado como pai.

Hoje quando rezo, temo que a sua alma ainda não esteja em descanso, e isso faz-me chorar. Há palavras que matam mais que uma bala... minam a vida do outro, e eu... uma criança, desejei muitas vezes a morte, o suicídio...

Um filho, é um dom de Deus confiado aos pais. Assim sendo, é preciso muito cuidado... com os dons que Deus, nos confia! 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Porque dói?




Tinha a ideia de ter perdoado, um por um... cada momento , e a cada um deles! Mas de facto, quando as circunstâncias me obrigavam a visitar o que está para trás, as lágrimas caíam...

Acabei por duvidar, se verdadeiramente, havia perdoado...

Na minha confissão geral, dei por mim em choro compulsivo... queria parar, mas não havia meio... no fim, dizia-me o Sacerdote, que mais parecia um pai: " por vezes, contamos várias vezes as mesmas coisas, aos nossos amigos, para nos sentirmos aliviados, porque não contar então, várias vezes as nossas dores, para Deus? Na confissão, fala com Deus... então conte-LHE a mesma história, as vezes que achar necessário"

O Padre, rezava por nós, para que pudéssemos alcançar a cura interior... e a velha questão inundava-me o coração, será que já perdoei?  E a resposta, veio pelo próprio, da seguinte forma: " se você, já perdoou, mas ainda sente dor, espere, é uma ferida e ela curar-se-à com o tempo..."

Quando rezaram por mim, senti perfeitamente aquela dor... e depois uma calma, a ternura do Pai Celeste!




Lembro-me que disse a JESUS, se me Desses a oportunidade de nos revermos, abraçava apenas... 

As palavras têm destas coisas, quando mal ditas, quando mal pensadas... matam... e se a nossa hora chega e partimos, então é irreversível. Por isso, na maioria das vezes, permaneço calada... oiço e quero responder, mas calo, para não ferir. Não se lembram, do muito que deixaram por fazer? Eu, não servirei de memória. Sigo o mais próximo de Jesus, que consigo e continuo caminho! 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Senhor Jesus...


... quero levar para Ti, muitas almas. Aceito tudo o que Desejares enviar-me. Faça-se em mim, segundo a Tua vontade, e nunca a minha...


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A Laranja amarga...



Em tempos, tive algum contacto com as lides agrárias, e por isso hoje deixo aqui o que me vai na alma, em jeito de parábola. 

Há quem me esprema até à ultima gota, mas ainda não se deu conta, que sou uma laranja amarga!

Observando o avô de umas amigas minhas, na pequena vinha do convento, ele cortava pequeninos ramos, abria-os ao meio - na parte que havia ficado - e com um outro pequenino raminho encaixava-o nessa ranhura aberta e ligava-os com um atilho. Intrigada com aquele processo delicado e repetitivo, questionei-o sobre o que fazia... riu-se, encolheu os ombros e voltou a soltar uma risada... com a mesma delicadeza que fazia aquela operação, explicou-me que aquilo era um enxerto, se queria uvas doces e em abundância, haveria de fazer aquele trabalho. Sorri-lhe, por me ter ensinado que para ter uvas doces, é preciso cuidar da videira.

A vida foi-se-me sumindo pelos anos fora, e este episódio nunca o esqueci... 

Laranjeiras plantadas no meio da cidade, nos passeios, todos sabemos que são meramente decorativas, são amargas e não se devem comer, pois não há quem cuide, quem enxerte...

Tive necessidade de saber porque era eu tão amarga, amarga e não amargurada! Olhei para trás, para ver o que lá tinha ficado... vi a sementeira... não vi a terra arada, não vi a terra adubada, não vi a terra regada, não vi a laranjeira enxertada... vi apenas, que tinha ali ficado... deu flor, deu laranjas... e foram doces até se esgotar... vieram as pragas e não ouve cuidado algum, veio a seca e não foi regada, veio a geada, primaveras, Verões, Outonos e Invernos da vida e apenas sobreviveu, Graças à providência Divina.

Porque então, agora que voltaram, querem colher laranjas doces? Não basta semear... há que cuidar!

Quando alguém semear cardos, não espere colher rosas! Quando alguém semear rosas... cuide da roseira, para que ela cresça forte e viçosa! Não deleguem nos outros, os trabalhos, que devem ser vossos... não esperem por amanhã para colher... a vida de um agricultor é diária, aprendam com ele, a cuidar das vossas árvores de fruto!

Hoje entendo-me e recuso a sentir-me culpada!





domingo, 16 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Os excessos...

... quase sempre, nos levam a lugar algum!


Gostaria muito que o exemplo de Sua Santidade, Papa Francisco, fosse mesmo levada a sério!